Cabul, 14 ago (EFE).- Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto nas eleições afegãs do dia 20 divulgada hoje em Cabul dá 44% do apoio ao atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, abaixo da maioria necessária para sair vencedor, o que levaria à realização de um segundo turno.

A pesquisa, publicada pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e realizado entre 16 e 26 de julho, concede 26% dos votos ao ex-ministro de Assuntos Exteriores Abdullah Abdullah, 10% ao deputado da minoria hazara Ramazan Bashardost e 6% ao ex-titular de Finanças Ashraf Ghani.

Estes números são muito semelhantes aos oferecidos pelo centro de análise americano Glevum, que divulgou outra pesquisa há uma semana que dava 45% dos votos a Karzai.

O IRI destacou que Karzai segue ganhando apoio, já que uma enquete realizada há um mês, em maio, por este organismo afim aos republicanos americanos concedia uma intenção de voto de 31% ao presidente.

No entanto, os adversários de Karzai também melhoraram suas perspectivas eleitorais, especialmente Abdullah, que em apenas um mês conseguiu 19 pontos a mais em intenções de voto, segundo os dados do IRI.

A pesquisa também revelou que, embora 64% dos entrevistados aprovem a figura de Karzai e 62% acreditem que o país está "em boa direção", 58% apoiariam uma candidatura única dos candidatos Abdullah e Ghani, e 83% consideram que o país deve mudar o rumo nos próximos cinco anos.

Em vista de um possível desgaste para Karzai de um rival que reunisse todos os candidatos em um hipotético segundo turno, o presidente já assegurou ontem que oferecerá a seus adversários que se incorporem a seu Governo, caso seja reeleito.

Segundo a pesquisa, a máxima preocupação para 34% dos afegãos é a segurança, enquanto 33% deles concentram sua atenção na economia e no desemprego.

No entanto, 52% dos entrevistados afirmaram que a situação de segurança é "estável e pacífica" na região onde vivem.

Realizada em julho com uma amostra de 2,4 mil afegãos com mais de 18 anos distribuídos pelas 34 províncias do país, a pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos. EFE daa-amp/an

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