Pesquisa atribui cheiro de queijo e cebola a suor humano

O suor das mulheres tem cheiro de cebola, e o dos homens, de queijo, segundo uma pesquisa realizada pela Firmenich, uma empresa de aromas e sabores baseada na Suíça, segundo reportagem da revista NewScientist. O estudo, cujos resultados foram publicados pela revista especializada Chemical Senses, coletou amostras de suor das axilas de 49 homens e mulheres caucasianos, depois de uma sessão na sauna após 15 minutos de pedaladas, ao longo de três anos.

BBC Brasil |

O objetivo era examinar duas substâncias químicas - um composto sulfúrico e um ácido graxo, ambos sem cheiro - já identificados como tendo papel importante no mau-cheiro humano, para esclarecer até que ponto eles têm influência sobre aromas característicos de homens e mulheres.

Foi pedido aos voluntários que não usassem desodorante no dia anterior ou no dia da coleta das amostras. As coletas foram feitas sempre no inverno.

A equipe de cientistas depois analisou o suor dos voluntários e concluiu que o suor das mulheres continha altos níveis do composto que contém enxofre - 5 miligramas por mililitro em comparação a 0,5 mg por ml nos homens.

Bactérias

Quando os cientistas misturaram a substância com bactérias comumente encontradas nas axilas, em laboratório, as bactérias a transformaram em sulfidrila - um odor de axilas já conhecido e associado ao cheiro de cebola ou de grapefruit (toranja).

"O quanto mais acrescentávamos o composto sulfúrico, mais intenso ficava o mau-cheiro", explicou Christian Starkenmann, que liderou a pesquisa.

Já se sabia que o suor das axilas se torna malcheiroso quando as substâncias químicas secretadas se misturam às bactérias encontradas no corpo.

No caso dos homens, o suor apresentava níveis relativamente altos do ácido graxo, que lembra o cheiro de queijo quando exposto aos mesmos tipos de bactérias. Segundo avaliadores independentes, o cheiro do suor feminino é pior do que o do suor masculino.

A idéia dos cientistas agora é desenvolver novos ingredientes para desodorantes que combatam esses cheiros. "Poderíamos fazer inibidores que neutralizassem os precursores (os compostos químicos secretados), ou bloquear as enzimas bacterianas que fazem a conversão", disse Starkenmann.

Alguns especialistas ouvidos pela NewScientist, no entanto, questionam a noção de que o sexo seja fator determinante, argumentando que os padrões encontrados nos voluntários suíços podem não ser aplicáveis a outras populações, com dietas diferentes e outras heranças genéticas.

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