Pesquisa aponta maiores responsáveis pela rejeição ao Tratado de Lisboa

Bruxelas, 20 jun (EFE).- Os jovens, as mulheres e os desempregados foram os grandes responsáveis pela rejeição ao Tratado de Lisboa no plebiscito realizado na Irlanda, diz uma análise publicada hoje.

EFE |

A pesquisa, realizada pelo instituto Gallup entre os dias 13 e 15 de junho a pedido da representação da Comissão Européia na Irlanda, revela que muitos profissionais, diretores e aposentados votaram a favor do texto citado.

A maior parte dos eleitores, com independência de seu apoio ou rejeição ao Tratado, disse apoiar a vinculação da Irlanda à UE (98% dos que votaram "sim" e 80% que optaram pela outra posição).

A pesquisa revela que 76% dos que se pronunciaram contra o Tratado pensaram que o resultado colocaria a Irlanda em uma "situação forte" para voltar a negociá-lo.

Sobre as razões da rejeição, a principal foi o desconhecimento do texto (22%), enquanto 12% alegaram a proteção da identidade irlandesa.

Além disso, 6% dos defensores do "não" mencionaram como motivos a defesa da neutralidade, a falta de confiança nos políticos, a perda do direito a um comissário permanente e a proteção do sistema fiscal irlandês.

O voto positivo se justificou pela idéia de que o Tratado favorece os interesses da Irlanda (motivo alegado por 32% dos que votaram "sim"), pelos benefícios que a UE fornece ao país (19%), pela convicção de que o texto ajudará a economia e a de que manterá o compromisso de Dublin com Europa (9% os dois argumentos).

Por outro lado, cerca da metade das pessoas que se abstiveram afirmou ter feito isto por não compreender as questões levantadas.

O objetivo da pesquisa, realizada por telefone com cerca de duas mil pessoas com mais de 18 anos, foi entender as razões do voto e da alta abstenção, diz a Comissão Européia. EFE mb/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG