Peru pede na Assembléia da ONU ações decididas dos ricos contra a crise

Nações Unidas, 27 set (EFE).- Enfrentar a crise e evitar que repercuta no desenvolvimento pede respostas e ações decididas dos países mais ricos para sustentar o sistema financeiro, afirmou hoje o ministro das Relações Exteriores do Peru, José Antonio García Belaúnde, em discurso na 63ª Assembléia Geral da ONU.

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O chanceler peruano abordou no fórum o problema da pobreza e da alta dos preços dos alimentos, assim como a incidência da atual crise financeira no mundo em desenvolvimento, entre outros problemas do cenário internacional.

"A relação direta entre a pobreza e a alta de preços dos alimentos deve nos motivar a delinear novas fórmulas mais ambiciosas de cooperação internacional", disse ao plenário da Assembléia.

Acrescentou que, junto com esse problema, uma "nova ameaça veio a obscurecer o panorama do desenvolvimento na forma de uma grave crise financeira internacional, cuja amplitude ainda não é conhecida".

O chefe da diplomacia peruana disse que a origem das turbulências está na conjunção "pouco responsável de vazios regulatórios, inflação imobiliária e alavancamentos financeiros sem sustento razoável na economia real".

Ressaltou que essa situação produz falta de confiança e pode prejudicar os grandes avanços conseguidos em regiões em desenvolvimento no combate contra a pobreza.

"Diante destes fenômenos, esperamos respostas e ações decididas dos países desenvolvidos para sustentar o sistema financeiro e conjurar os riscos expansivos", pediu o chanceler. EFE emm/an

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