Lima, 21 dez (EFE) - O Peru tem muito avançada a memória que apresentará em março de 2009 diante da Corte Internacional de Justiça de Haia com seus argumentos sobre a demanda pela disputa marítima com o Chile, informou hoje o ministro das Relações Exteriores, José Antonio García Belaúnde.

O chanceler assegurou que o país cumprirá o cronograma dado pela Corte de Haia e descartou que a apresentação do documento gere uma controvérsia com Santiago.

"Um procedimento judicial não deveria criar nenhuma dificuldade, não acho que isso ocorra", afirmou García Belaúnde à agência estatal "Andina".

A memória peruana não será tornada pública, em cumprimento ao princípio de reserva do procedimento internacional, e será apresentada pelo agente peruano perante a corte, o embaixador Allan Wagner.

Após esse passo, o tribunal oficiará o Chile para que apresente sua "contra-memória" até 2010, aproximadamente, indicou o chanceler.

A memória que o Peru apresentará contém a argumentação de sua demanda pela delimitação marítima com o Chile, que considera não estabelecida, apesar de os dois países terem acordos para o desenvolvimento de sua atividade pesqueira desde a década de 1950.

No entanto, o Chile alega que esses convênios definiram seus limites marítimos e que não há nada pendente nesse tema.

As relações bilaterais passam por um bom momento em nível comercial e econômico, mas sempre há temas delicados que enfrentam os setores políticos dos dois países, como recentes declarações do ex-chefe do Exército peruano que causaram irritação em Santiago e forçaram, este mês, sua saída dessa força militar. EFE mmr/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.