Peru espera melhora no clima para tirar turistas de Machu Picchu

O governo peruano espera hoje uma melhora no tempo no sudeste de Cuzco, declarado em estado de emergência por chuvas torrenciais, para iniciar a retirada dos 1.400 turistas - incluindo vários brasileiros - que ainda seguem ilhados em Machu Picchu.

iG São Paulo |

"A região norte, que é por onde os helicópteros têm que sair de Machu Picchu, ainda está em condições adversas", afirmou em Cuzco o ministro do Comércio Exterior e Turismo peruano, Martín Pérez, após negar que as autoridades estejam priorizando a remoção de turistas estrangeiros.

Cerca de 120 brasileiros , 400 argentinos e 700 americanos estão entre os turistas que ficaram ilhados em Aguas Calientes, perto de Machu Picchu.

Em conversa por telefone com a rádio local "RPP", Pérez explicou que se o clima melhorar será possível transferir de Machu Picchu para Ollantaytambo e Cuzco cerca de 120 turistas por hora, ou seja, um total de 840 passageiros ainda hoje.

"A única coisa que precisamos é que o clima nos ajude a começar", explicou o ministro peruano.

Pérez informou que foram enviados 20 agentes da polícia a Machu Picchu para garantir a segurança no povoado e que ainda hoje viajarão outros 15.

A região de Machu Picchu, a cerca de 1.100 quilômetros de Lima, ficou completamente isolada com o colapso da ferrovia que a conecta com Ollantaytambo e Cuzco, em virtude das intensas chuvas que forçaram o transbordamento de rios e deslizamentos de terra e pedra.

O primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez, informou ontem à noite que dois aviões levarão hoje a Cuzco 20 toneladas de ajuda humanitária para os desabrigados.

10 mortos

Hoje também se espera a chegada a Cuzco do corpo da turista argentina Lucila Ramballo, que morreu em um deslizamento no caminho que leva a Machu Picchu.

A argentina é uma das dez pessoas dadas como mortas desde o domingo por causa das chuvas, embora os números ainda não tenham sido oficialmente confirmados.

Segundo o Instituto Nacional de Defesa Civil, as chuvas nas regiões de Cuzco e Apurímac foram as mais intensas dos últimos 15 anos.


Forte chuva inundou a cidade de Aguascalientes, perto de Machu Pichu / AP

Perdas financeiras

O presidente da Associação de Agências de Turismo do Cuzco, Marco Ochoa, declarou na terça-feira que as perdas diárias no setor turístico oscilam entre US$ 750 mil e US$ 1 milhão.

Ochoa acrescentou que o povoado de Machu Picchu, aos pés da montanha da cidadela inca, não tem capacidade para abrigar todos os turistas e, por isso, foram improvisadas tendas de campanha na praça central do lugar.

* Com AP e EFE

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