Peru e Chile restringem venda de leite chineses

Por María Luisa Palomino LIMA (Reuters) - O Peru e o Chile restringiram na sexta-feira a comercialização de leite procedente da China, após milhares de crianças do país asiático ficarem doentes por beber fórmula láctea contaminada com melamina.

Reuters |

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO na sigla em inglês), mais de 54 mil crianças receberam tratamento médico na China por terem ingerido leite em pó com melamina, uma substância cujo consumo traz riscos à saúde. Quase 12.900 foram hospitalizadas.

"Resolvemos suspender temporariamente a comercialização de leite em pó chinês a nível nacional, além da produção e comercialização de produtos que tenham leite em pó chinês como ingrediente, até que se tenha os resultados que determinem a presença ou ausência de melamina", disse na sexta-feira o governo do Peru, em seu diário oficial.

A mídia local alertou para o consumo frequente de balas chinesas feitas à base de leite no país. A comercialização dessas balas foi proibida em outros países.

O Peru, que tem uma grande colônia chinesa, tem vários restaurantes que oferecem as balas como cortesia aos clientes depois de eles pagarem a conta.

A medida foi tomada no mesmo dia em que a FAO recomendou a retirada dos produtos com melamina do mercado, para garantir a segurança dos alimentos infantis. O órgão disse que ainda é preciso determinar se a melamina pode passar à comida e prejudicar a saúde.

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