Peru dá asilo a ex-ministro boliviano e avalia refúgio a outros dois

Lima, 9 mai (EFE).- O Governo peruano concedeu nesta sexta-feira asilo ao ex-ministro boliviano Jorge Torres Obleas e avalia solicitações de refúgio dos também ex-ministros desse país Mirtha Quevedo e Javier Torres Goitia, informou à Agência Efe o chanceler José García Belaúnde.

EFE |

O chanceler peruano confirmou que "é verdade" que se concedeu asilo a Torres Obleas, que foi ministro de Desenvolvimento Econômico no segundo Governo do ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-1997 e 2002-2003).

Acrescentou que Quevedo, ex-ministra de Participação Popular, e Torres Goitia, ex-ministro da Saúde, solicitaram o benefício do "refúgio" no Peru e que este pedido está sendo avaliado.

García Belaúnde rejeitou fazer mais comentários sobre os pormenores das solicitações e a decisão do Governo peruano.

O Governo boliviano anunciou hoje que os ex-ministros Yerko Kukoc, Torres Obleas e Quevedo saíram do país para evitar participar de um julgamento que deve começar no dia 18 de maio sobre a repressão militar, que provocou mais de 60 mortes em 2003, durante o evento conhecido como "outubro negro".

Pouco depois, Quevedo confirmou a um canal da televisão boliviana que se encontra em Lima, aonde tinha chegado de férias no dia 28 de abril.

A ex-ministra relatou que na capital peruana se inteirou que a Promotoria boliviana ia pedir a detenção de vários dos acusados do delito de genocídio pelos fatos violentos de 2003.

O ex-presidente Sánchez de Lozada e vários dos ministros de seu segundo Governo foram acusados pela Promotoria do delito de "genocídio".

As mais de 60 mortes do "outubro negro" aconteceram durante a repressão a uma onda de protestos sociais contra um projeto de exportação de gás boliviano para os Estados Unidos através de portos do Chile.

O asilo outorgado ao ex-ministro boliviano Torres Obleas se transformou no segundo dado pelo Peru nas últimas semanas, já que em 27 de abril aceitou um pedido similar do líder da oposição venezuelana Manuel Rosales. EFE dub/ma

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