Peru autoriza presença militar em Tacna para impedir protestos

LIMA (Reuters) - O governo peruano autorizou neste sábado as Forças Armadas a intervirem na região de Tacna, no sul do país e que faz fronteira com o Chile, para prevenir atos de violência que vêm sendo preparados contra a modificação de uma lei de distribuição de rendimentos do setor de mineração. A medida vigorará da data atual até o dia 7 de novembro para resguardar a ordem na região de Tacna, depois que populares protagonizaram violentos protestos que os levaram até a fronteira com o Chile, onde a polícia deteve sete peruanos, informou o governo.

Reuters |

"Decidiu-se autorizar a intervenção das Forças Armadas em apoio à Polícia Nacional do Peru para devolver a segurança... ao departamento de Tacna, no qual diversas organizações e agitadores sociais vêm preparando atos de violência e outras medidas de força", disse o Ministério de Defesa em decisão suprema.

A resolução ressaltou também que "não existirá de modo algum restrição, suspensão nem alteração dos direitos fundamentais contemplados na Constituição."

O protesto na região começou na quinta-feira, depois que o Congresso aprovou modificar a forma como é distribuído o dinheiro da exploração de recursos por parte das mineradoras.

Na véspera, os manifestantes bloquearam estradas e pontes e até cortaram o fornecimento de água à cidade vizinha de Moquegua, com a qual disputam os rendimentos provenientes da rica atividade mineradora.

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