Lima - O Congresso peruano aprovou nesta quinta-feira o uso de braceletes eletrônicos para os presos processados e sentenciados a menos de seis anos de prisão, o que lhes permitirá cumprir suas penas fora da prisão.

O projeto de Lei, enviado pelo Executivo, foi aprovado pela Comissão Permanente do Congresso, que recolhe as atribuições do plenário, com os votos a favor de 17 legisladores, nove contra e nenhuma abstenção.

Os condenados maiores de 65 anos, os que sofrem de uma doença grave, de incapacidade permanente ou as mulheres que estão no último trimestre de gestação também poderão ter acesso a este benefício.

Segundo nota de imprensa do Congresso, os legisladores só introduziram uma modificação ao projeto enviado pelo Executivo: no original se assinalava que os presos que podiam se beneficiar seriam os que tivessem penas menores de oito anos, o que finalmente variou para seis.

Esta mudança afeta especialmente os estrangeiros presos no Peru por tentar levar droga através do aeroporto, já que a pena por este delito é de 6 a 8 anos de prisão.

Após a aprovação da lei, o ministro peruano de Trabalho, Aurelio Pastor, qualificou a notícia como "positiva para o país" e anunciou que, "imediatamente", se procederá a licitação, em concurso público, do sistema de braceletes.

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