Lima, 20 abr (EFE).- O presidente do Conselho de Ministros do Peru, Yehude Simon, anunciou hoje a criação de uma mesa de diálogo entre o Governo e as comunidades indígenas para tentar acabar com os protestos na Amazônia peruana, que começaram com o bloqueio do tráfego fluvial de dois rios, em 9 de abril.

No dia seguinte, um grupo de nativos tomou um campo petrolífero da empresa argentina Pluspetrol, obrigando-a a suspender temporariamente suas operações na região de Dorissa, em Loreto.

Já no dia 16, centenas de indígenas das etnias Yines e Asháninkas invadiram o aeroporto de Atalaya, na fronteira com o Brasil.

Simon fez este anúncio depois de se reunir hoje com o ministro do Meio Ambiente, Antonio Brack, o presidente da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), Alberto Pizango, e representantes de outras oito associações de tribos amazônicas.

Segundo ele, a ideia é de permitir que os índios exponham suas objeções e recomendações aos decretos e leis que os afetem.

Os protestos começaram no dia 9 de abril, contra a modificação de diversas leis que os indígenas consideraram lesivas à integridade de seus territórios.

Entre elas, destacam-se as novas leis sobre a política florestal e de águas, além da rejeição aos Tratados de Livre-Comércio com os Estados Unidos e com o Chile. EFE fcg/jp

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