Perto de reatar com turcos, Armênia relembra massacre de 1915

YEREVAN (Reuters) - Milhares de armênios se reuniram em um monumento em Yerevan na sexta-feira para depositar flores em memória do massacre de armênios por turcos-otomanos na Primeira Guerra Mundial, no momento em que o país caminha para um acordo histórico com a Turquia. Os dois vizinhos anunciaram na quinta-feira ter chegado a um acordo sobre o mapa do caminho para normalizar os laços, após um século de hostilidades que têm origem na execução e na deportação em massa de armênios em 1915 -- um crime que a Armênia classifica de genocídio.

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Organizadas em uma gigantesca fila, milhares de pessoas depositaram tulipas vermelhas e cravos brancos ao redor de uma chama acesa no monumento, circundado por doze escudos de basalto negro.

Cada escudo representa uma província turca da qual os armênios foram expulsos. A Turquia admite que muitos cristãos armênios foram mortos por turcos-otomanos, mas nega que o número de vítimas chegue a 1,5 milhão e que o incidente possa ser classificado como genocídio.

Os eventos permanecem como um importante elemento da identidade nacional armênia, mas alguns dizem que é hora de andar para a frente.

"Esta geração não sabe nada do genocídio. Passo a passo, as relações devem melhorar", disse o aposentado Aram Avertisyan, 58 anos.

De acordo com a tradição, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinará um comunicado sobre os assassinatos, que ele já abertamente classificou de genocídio.

"Cada uma de nossas vítimas inocentes tem um nome, uma família, uma história", disse em um comunicado na sexta-feira o presidente da Armênia, Serzh Sarksyan, cujas negociações desde o ano passado com o presidente turco Abdullah Bul pavimentaram o caminho para o acordo.

Ele repetiu que "o processo de reconhecimento do genocídio armênio não é direcionado contra o povo turco, e o reconhecimento do genocídio pela Turquia não é uma pré-condição para o estabelecimento de laços bilaterais".

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