Personalidades pedem reforma do sistema eleitoral no R.Unido

Londres, 24 mai (EFE).- Quase 50 artistas, intelectuais e ativistas do Reino Unido pediram hoje por meio de uma carta ao jornal The Observer a realização de um referendo sobre uma eventual reforma do sistema eleitoral do país em favor de um método de representação mais proporcional.

EFE |

Assinada por personalidades como os músicos Damon Albarn e Brian Eno e o escritor Philip Pullman, critica a classe política do Reino Unido, que anda com o prestígio em baixa nas últimas semanas devido ao escândalo do uso abusivo de verbas parlamentares.

"A crise das verbas revela uma nação governada por uma elite política que deixou de escutar e que não responde a ninguém, exceto o aparelho de seu partido", afirmam os signatários.

A carta também diz que a sociedade enfrenta "problemas reais, como desemprego em massa e pobreza crescente, caos climático e uma erosão das liberdades civis", que necessitam de "um Governo eficaz que trabalhe em nome da vontade popular".

Por isso, pedem "um novo sistema eleitoral que faça com que cada voto conte", em alusão a um mecanismo de representação proporcional contra o de representação direta vigente no Reino Unido, onde o candidato mais votado em cada circunscrição obtém a cadeira, sem que o resto dos partidos que receberam votos consigam um posto no Parlamento.

No sistema proporcional, a percentagem de votos recebidos pelos partidos políticos determina o número de cadeiras que são alocadas às legendas nas assembléias legislativas ou no Parlamento, o que favorece a representação de todos os grupos.

Os signatários da carta pedem, então, que seja realizado um referendo sobre essa possível reforma eleitoral no próximo dia 4, o mesmo dia das eleições locais e para a União Europeia.

Eles propõem que haja um grande júri cidadão para organizar o referendo, e que a população seja bem informada sobre as vantagens dos diferentes mecanismos e como se pode fazer com que o Parlamento seja mais transparente.

Outros signatários da carta são o ex-correspondente de guerra e deputado independente Martin Bell; o ativista John Sauven, do Greenpeace; a líder do Partido Verde do Reino Unido, Caroline Lucas; e o ator Jonathan Pryce. EFE jm/bba

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