Perguntas sobre Monica Lewinsky perturbam Chelsea Clinton

Chelsea Clinton passa grande parte da campanha mostrando a multidões de estudantes universitários a posição de sua mãe a respeito de todo tipo de assunto, de saúde a empréstimos estudantis, de custos da crise em Darfur a direitos homossexuais.

AP |



Mas há um assunto no qual ela não toca - "a outra mulher".

A antiga e possível futura primeira filha foi questionada ao menos três vezes nas últimas duas semanas sobre a influência do escândalo envolvendo Monica Lewinsky na campanha presidencial de sua mãe, a Senadora Hillary Rodham Clinton.

A resposta evoluiu ao longo do tempo.

Quando uma estudante da Butler University em Indianapolis perguntou a respeito pela primeira vez no dia 25 de março, ela foi aplaudida e deu uma resposta curta que terminou em: "Eu não acho que isso seja da sua conta".

Clinton, 28, tem sido menos dura desde então, mas a mensagem é a mesma.

"Eu acho que isso é algo que é privado e diz respeito à minha família, tenho certeza que sua família tem coisas privadas que você não acredita que sejam da conta de mais ninguém também", ela disse na semana passada durante uma visita à North Carolina State University, em Raleigh. "Mas para ser mais clara, eu não acho que você deva votar ou não na minha mãe por causa do meu pai".

Pessoas vaiaram quando uma pergunta foi feita na Purdue University, em West Lafayette, Indiana, nesta segunda-feira, a respeito do possível impeachment do presidente Bill Clinton. Chelsea Clinton rapidamente resumiu sua opinião: "Se é nisso que você quer votar, é nisso que você deve votar. Mas eu acredito que algumas pessoas preferem votar em saúde e economia", ela disse.

Amanda Morris, presidente do comitê de apoio à Hillare da Purdue University, apoiou na terça-feira a reação da platéia e de Clinton. Ela também acredita que a pergunta continuará em pauta.

"Eu acho que chegamos ao ponto em que se trata de atenção", disse Morris, estudante do segundo ano. "Em princípio talvez aquele estudante quisesse saber a opinião dela a respeito. Mas agora eu acho que é algo como 'Oh, aquela pessoa obteve atenção perguntando isso e é isso que eu vou fazer também'"

Philippe Reines, porta-voz da campanha de Clinton, afirmou que Chelsea Clinton realizou 99 aparições em campus universitários e que responde entre 10 e 20 perguntas em cada uma delas. Ele disse que o caso Lewinsky não é uma das principais questões levantadas pelo público.

"Podemos contar nos dedos de uma mão as vezes que alguém levantou a questão e ela deixou claro quais são suas fronteiras em relação à intimidade de sua família", disse Reines. "Ela tem direito de definir os limites de sua privacidade como todo mundo".

Reines afirmou que sua caravana vai continuar normalmente. Ela não aceita perguntas de repórteres, mas dedica alguns minutos de sua palestra ao público.

Na terça-feira, Chelsea Clinton visitou outras três universidades em Indiana, onde sua mãe e o Senador Barack Obama fazem campanha pelas primárias de 6 de maio. Ela finalizava sua segunda caravana pelo Estado.

"Ela realmente tem recebido mais perguntas a respeito das crenças de sua mãe a respeito do dólar ser atrelado ao valor do ouro", disse Reines. "Isso foi perguntado mais de dez vezes".

Morris, a estudante de Purdue, afirmou que não acredita que Chelsea Clinton deve enfrentar perguntas a respeito de Monica Lewinsky.

"Isso é algo que tem relação com a vida familiar dela", disse Morris. "Eu não acho que isso é algo que nós como nação precisamos saber como eles lidaram em família".

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