Pergaminho de US$ 64 mi é a peça de arte chinesa mais cara já vendida

Raridade pertenceu à dinastia imperial Song (960-1279 d.C.)

EFE |

Pequim - Um pergaminho pertencente à dinastia imperial Song (960-1279 d.C.) foi vendido ao preço recorde de US$ 64 milhões em um leilão realizado em Pequim, valor mais alto já investido em uma peça de arte chinesa.

O jornal oficial "China Daily" informou que a obra, intitulada "Di Zhu Ming" e realizada pelo mestre calígrafo chinês Huang Tingjian, foi oferecida quinta-feira em uma sessão na capital chinesa. O pergaminho, de 15 metros de comprimento, tem uma epigrafia do histórico chanceler chinês Wei Zheng e inclui um retrato em tinta do artista, assim como várias outras inscrições.

"O pergaminho evidencia a criatividade caligráfica de Huang, assim como sua retidão moral", analisaram os especialistas. Durante séculos a obra foi considerada uma falsificação, já que não condizia com o estilo e o conteúdo tradicional do mestre calígrafo chinês, mas recentemente um investigador taiuanês validou sua autenticidade.

Os US$ 64 milhões pagos por um comprador cuja identidade não foi revelada superam a marca máxima investida em uma obra de arte chinesa, ostentada por uma porcelana da dinastia Yuan (1271-1368 d.C.), que foi vendida por cerca de US$ 34 milhões em Londres em 2005. Em 2009, a China se tornou o terceiro mercado de arte mais importante do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Enquanto o negócio nas potências tradicionais está estagnado, no país asiático ele cresce 25% anualmente.

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