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Perfil: Obama, a celebridade que sacudiu a política americana

Poucos senadores dos Estados Unidos já geraram o burburinho que o senador e candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, gerou desde que ganhou projeção nacional. Tamanha é a sua projeção que ele já foi chamado de celebridade e estrela - rótulos que em geral não se aplicam a parlamentares americanos. http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/ target=_topSaiba tudo sobre a corrida à Casa Branca http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/2008/10/30/entenda_porque_ha_tanta_diferenca_nos_resultados_das_pesquisas_de_opiniao_nos_eua_2087374.html target=_topEntenda porque há tanta diferença nos resultados das pesquisas http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/01/perfil_heroi_mccain_foi_moldado_pelos_anos_na_marinha_2090785.html target=_topPerfil: Herói McCain foi moldado pelos anos na Marinha Direto dos EUA: http://colunistas.ig.com.br/fronteiralivre/ target=_toprepórter do iG acompanha a reta final da disputa

BBC Brasil |

Leando M. Pinto
Obama durante comício
Barack Obama durante comício
Obama é o primeiro negro a ser candidato por um dos dois principais partidos americanos, o Democrata e o Republicano. Se derrotar o rival John McCain em 4 de novembro, ele também será o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

Ele garantiu a indicação democrata após uma longa batalha com a ex-primeira-dama Hillary Clinton - uma disputa que começou em janeiro e só foi encerrada em junho. Normalmente, o candidato de um partido no processo de prévias é definido meses antes.

Em um pronunciamento feito depois que ficou claro que ele iria ser o candidato, Obama falou que os Estados Unidos vivem "um momento de definições". "Eu encaro este desafio com profunda humildade e conhecimento de minhas limitações", disse. "Mas eu também encaro isso com fé ilimitada na capacidade do povo americano."

"Queridinho" da mídia

Barack Hussein Obama 2º, de 47 anos, ganhou projeção nacional e internacional em um discurso que agitou a Convenção Nacional Democrata em 2004, ano em que John Kerry foi o candidato do partido à Presidência e foi derrotado por George W. Bush, que buscava a reeleição.

Filho de um negro queniano com uma branca do Estado do Kansas, Obama ressaltou sua história pessoal no discurso, em que abordou ideais tradicionais americanos. "Com trabalho duro e perseverança, meu pai ganhou uma bolsa para estudar em um lugar mágico, os Estados Unidos, que foi um farol de liberdade e oportunidades para muitos que vieram antes", disse.

Depois de sua vitória tranqüila na eleição para o Senado pelo Estado de Illinois meses depois, ele se transformou em um "queridinho" da mídia e uma das figuras com maior visibilidade em Washington, tendo publicado dois best-sellers sobre sua vida, suas memórias e idéias.

Como senador, ele estabeleceu um histórico de votações alinhado aos liberais do Congresso, mas, ao mesmo tempo, também colaborou com republicanos em áreas como o combate à Aids.

Ele ganhou o apoio da poderosa apresentadora americana Oprah Winfrey, que não apenas pediu a ele que anunciasse sua candidatura à Presidência no seu programa de entrevistas como também decidiu fazer campanha junto com ele.

Quase 30 mil pessoas foram a um comício de Oprah e Obama em 2007 na Carolina do Sul, no qual a apresentadora disse que o senador tinha "um talento para a eloqüência e a língua mergulhada na verdade nua e crua".

Raízes internacionais

O pai de Obama, também chamado Barack Obama, nasceu no Quênia, onde foi pastor de cabras, e um dia conseguiu uma bolsa para estudar no Havaí. Foi ali que o queniano conheceu a mãe de Obama, que estava vivendo em Honolulu.

Quando o futuro candidato à Casa Branca era um bebê, seu pai teve a oportunidade de estudar na conceituada Universidade de Harvard, no Estado americano de Massachusetts, mas ele não tinha dinheiro para levar a família.

Depois, ele voltou a viver no Quênia, onde trabalhou como economista para o governo, e o casal se divorciou. Quando Obama tinha seis anos, sua mãe se casou de novo, desta vez com um indonésio, e ela e o filho se mudaram para Jacarta.

Embora seu pai e seu padrasto fossem muçulmanos, Obama é cristão e estudou em escolas católicas durante os quatro anos em que viveu na Indonésia, onde a maioria da população segue a religião islâmica.

Depois do período na Indonésia, Obama voltou a morar no Havaí, onde foi viver com seus avós maternos. O futuro senador estudou ciências políticas na Universidade Columbia, em Nova York, e então se mudou para Chicago.

Em 1988, ele deixou a cidade que se tornaria sua base política para estudar direito em Harvard. De volta a Chicago, ele praticou direito, defendendo vítimas de discriminação, e foi eleito senador estadual em Illinois em 1996, ocupando o cargo até 2004. Ele é casado com uma advogada, Michelle. O casal tem duas filhas, Malia e Sasha.

Controvérsia

Durante a campanha, Obama também foi acusado de envolvimento com figuras consideradas polêmicas. O senador foi freqüentador da igreja Trinity United Church of Christ de Chicago por quase duas décadas, mas decidiu se afastar dela em maio de 2008 depois que a imprensa começou a divulgar sermões do seu pastor na igreja, Jeremiah Wright.

Wright certa vez disse que Deus deveria amaldiçoar os Estados Unidos por tratar os negros como "menos que humanos". Ele também fez outras declarações controversas que revoltaram setores da sociedade americana.

Procurando amenizar a polêmica, Obama fez um discurso em que abordou diretamente o problema racial nos Estados Unidos, pedindo ao país que se unisse e deixasse para trás sua histórica desigualdade.

"A raiva é real, é poderosa, e simplesmente desejar que ela desapareça, condená-la sem entender suas raízes, apenas faz aumentar o abismo de desentendimento que existe entre as raças", disse.

Obama também foi acusado de ter ligações com William Ayers, acusado de planejar explosões nos Estados Unidos nos anos 60, e com um acadêmico palestino, Rashid Khalidi, qualificado de "radical" pelos republicanos.

Mas, em todos os casos, as alegações não chegaram a prejudicar de forma contundente a campanha do democrata.

Política externa e economia

Na área da política externa, Obama sempre foi um crítico da Guerra no Iraque. Vários meses antes da invasão americana, em 2003, ele veio a público criticar a possibilidade de uma ofensiva no país.

Durante a campanha, ele prometeu começar a tirar os soldados americanos do Iraque assim que ele assumisse a Presidência, trazendo de volta aos Estados Unidos um batalhão por mês. O objetivo seria acabar completamente com a presença militar americana no Iraque em 16 meses.

Sua disposição em iniciar um diálogo com os líderes do Irã sem impor qualquer pré-condição foi considerada "imprudente" por McCain.

Com relação ao Brasil, Obama já elogiou o país pelo uso de etanol e disse que o país é um modelo a ser seguido pelos americanos na área energética. Entretanto, ao contrário de McCain, o democrata não tem defendido o fim da tarifa de importação imposta ao álcool brasileiro.

Os Estados Unidos cobram uma taxa de US$ 0,54 (cerca de R$ 1,1) por galão de etanol importado do Brasil.

Durante 2008, por causa da crise financeira global, a economia substituiu a política externa como a principal preocupação dos eleitores americanos.

Para combater a crise, Obama propôs lançar um "pacote de resgate econômico para a classe média", com previsão de aumento de US$ 60 bilhões nos gastos do governo para ajudar pessoas, empresas e Estados afetados pela crise.

Nome errado

Obama quebrou todos os recordes de arrecadação de fundos de campanha, usando a internet para pedir contribuições pequenas ao mesmo tempo em que procurava contribuições maiores de empresas.

Seu sucesso veio apesar dos boatos persistentes de que ele seria muçulmano - algo que ele sempre negou - e das críticas de que seria inexperiente demais para assumir o cargo.

Durante sua vida, Obama sempre fez piadas com o fato dos americanos em geral terem dificuldade em falar seu nome corretamente, optando por chamá-lo de "Alabama" ou "Yo Mama".

Mas, com sua ascensão, agora, dificilmente qualquer pessoa no país vai ter problemas com isso.

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