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Perfil: Juíza indicada por Obama é vista como moderada

Ao ser indicada pelo presidente americano Barack Obama para a Suprema Corte, Sonia Sotomayor deve tornar-se a terceira mulher e a primeira hispânica a assumir uma posição no tribunal de mais alta instância dos Estados Unidos. Filha de pais porto-riquenhos, a juíza nasceu em 1954 e cresceu nos subúrbios do Bronx.

BBC Brasil |

Diagnosticada com diabete aos oito anos de idade, a indicada por Obama para substituir David Souter sofreu a perda de seu pai no ano seguinte.

Criada apenas por sua mãe, a enfermeira Selena Sotomayor, Sonia e seu irmão, o médico Juan Sotomayor, escolheram o caminho da educação para driblar as dificuldades da infância.

Com anos de experiência na Corte de Apelação dos Estados Unidos, a juíza graduou-se com distinção, aos 22 anos, pela Universidade de Princeton - uma das mais prestigiadas do mundo. Três anos depois, aos 25 anos, estudou Direito na Universidade de Yale e foi editora do jornal Yale Law Review.

Moderada
Após servir como assistente da Procuradoria do Estado no condado de Nova York, trabalhou por sete anos na firma Pavia & Harcourt, onde especializou-se na legislação sobre direitos autorais.

Sonia Sotomayor deixou o setor privado ao ser indicada pelo ex-presidente republicano George Bush para o Tribunal Distrital do sul de Nova York, tornando-se a mais nova juíza da corte e a primeira juíza federal hispânica do Estado.

Em 1997, Sonia Sotomayor foi promovida pelo ex-presidente democrata Bill Clinton a atuar na Corte de Apelações dos Estados Unidos, cobrindo as regiões de Nova York, Connecticut e Vermont.

Considerada moderada por prestar serviços a presidentes democratas e republicanos, sua indicação à Corte de Apelações foi aprovada pela grande maioria no Senado, incluindo muitos republicanos.

Apenas uma minoria conservadora teme a indicação de Sonia para a Suprema Corte devido a uma declaração feita pela própria juíza na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, onde declarou que "políticas públicas são feitas" nos tribunais.

Mas a expectativa é de que isso não seja uma barreira para a aprovação de sua indicação, e as lideranças liberais do Congresso devem ter a chance de ver na Suprema Corte uma mulher cuja biografia reflete o Sonho Americano

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