Peres afirma que Israel estuda proposta de cessar-fogo

O presidente de Israel, Shimon Peres, declarou nesta quarta-feira que o país estuda o plano franco-egípcio de trégua em Gaza, submetida desde 27 de dezembro a uma ofensiva israelense, mas destacou que não é possível mudar a situação com apenas um papel.

AFP |

Em uma entrevista exibida pelo canal britânico Sky News, Peres reiterou que Israel não deseja prolongar o conflito e acrescentou que o Estado hebreu estudará os planos franceses e egípcios para obter o cessar-fogo.

"Agora temos a ideia geral. Devemos estudar os detalhes, porque lamentavelmente depende de como será organizado. Somente com um papel não é possível mudar a situação", afirmou.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, convidou Israel na terça-feira a uma reunião urgente para discutir a segurança na fronteira entre Egito e Gaza, depois das conversas com o colega francês, Nicolas Sarkozy.

Peres afirmou que qualquer acordo sobre um cessar-fogo deve incluir garantias de que Gaza não se transforme em um "satélite do Irã", permitindo a entrada de armas de contrabando.

"Nós não queremos estender a guerra. Não queremos prolongar a guerra. Não temos nenhuma ambição territorial", insistiu.

"Estamos interessados em acabar, mas em dar fim não apenas à situação atual, e sim em dar fim ao terrorismo", acrescentou.

O objetivo declarado da ofensiva israelense é acabar com os disparos de foguetes executados pelo movimento radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

O Exército de Israel anunciou que a partir desta quarta-feira vai interromper os bombardeios em Gaza durante três horas todos os dias.

"Decidimos cessar os bombardeios em Gaza entre as 11H00 GMT (9H00 de Brasília) e as 14H00 GMT (12H00 de Brasília) todos os dias a partir de hoje, quarta-feira", declarou à AFP a porta-voz militar Avital Leibovich.

A decisão foi adotada depois que Israel aceitou abrir um corredor humanitário na Faixa de Gaza, submetida a bombardeios que na terça-feira deixaram pelo menos 30 mortos em uma escola administrada pela ONU.

cyb/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG