Peregrinos de Meca começam festa do sacrifício

Riad, 8 dez (EFE).- Os cerca de 3 milhões de peregrinos muçulmanos que se congregam em Meca, na Arábia Saudita, desde sexta-feira realizam hoje, o Aid al Kabir, a Grande Festa do sacrifício, que celebram degolando animais.

EFE |

Esta manhã, na cidade onde se encontra a Caaba - templo mais sagrado do islã-, os peregrinos se dirigiram ao vale de Mina para participar da oração do Aid al Kabir.

Após esta reza, que se repete em todas as mesquitas, os muçulmanos de todo o mundo, que possam ou estejam dispostos a fazê-lo, sacrificam uma peça de gado, que marca o começo da festa.

Ao longo do dia de hoje e até o sol se pôr, os muçulmanos degolarão um carneiro, um touro, um boi ou um camelo lembrando o sacrifício de Abraão, que, segundo a tradição islâmica, quando já estava disposto a matar a seu filho Ismael por mandato divino, recebeu a ordem de sacrificar um carneiro em seu lugar.

Uma vez realizado o sacrifício, a carne se dividirá em três partes iguais, com uma ficando com quem comprou o animal, outra se repartida entre seus familiares e a terceira oferecida aos mais pobres.

Enquanto a Grande Festa, que se prolongará durante três dias, começa no mundo islâmico, na esplanada de Mina, a 7 quilômetros de Meca, os peregrinos vindos de todos os cantos do planeta começarão a apedrejar três colunas que simbolizam o diabo.

Este ano e pela primeira vez, o denominado comitê de Amparada de Meca lançou um projeto para preparar as pedras que se utilizam no ritual do apedrejamento, que continuará amanhã e na quarta-feira.

O projeto é dirigido a mais de 1,5 milhão de peregrinos, já que se repartirão 500 mil pedras prontas para que três peregrinos cumpram o ritual.

Segundo as autoridades, esta iniciativa tem o objetivo de assegurar este ritual para os peregrinos, sobretudo para os mais idosos.

Trata-se de oferecer ao fiel pedras preparadas, limpas e esterilizadas em bolsas para economizar ao peregrino o esforço de buscá-las nas montanhas de Muzdalifah, como se faz tradicionalmente.

Na quarta-feira, uma vez finalizado o apedrejamento do diabo, os peregrinos retornarão ao templo de Caaba.

Uma vez ali, darão sete voltas neste pequeno edifício cúbico, situado no pátio da Grande Mesquita de Meca, para marcar o fim da peregrinação que todo muçulmano em bom estado de saúde e com meios econômicos tem que realizar pelo menos uma vez na vida.

As autoridades informaram que durante estes três dias não se registraram incidentes de consideração, durante os que os fiéis meditaram, expiaram seus pecados e começaram a apedrejar simbolicamente o diabo.

Os três dias do apedrejamento formam o ponto mais sensível da segurança devido às avalanches humanas que acontecem em algumas ocasiões que, em 2006, causaram a morte de 360 pessoas.

Em Meca e em suas imediações se mobilizou um impressionante dispositivo de segurança, sanitário e de informação para evitar qualquer incidente e, sobretudo, que volte a se repetir uma catástrofe.

O "Hajj", que se realiza todos os anos durante o último mês do calendário islâmico, junto à esmola, as cinco rezas diários, a profissão de fé e o jejum durante o mês do Ramadã, é um dos cinco pilares fundamentais do islã. EFE ash-nq-hh-jfu/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG