Peregrinação muçulmana chega a 2º dia com milhões no Monte Arafat

Riad, 7 dez (EFE).- O Monte Arafat e a planície que o rodeia, a 19 quilômetros de Meca, na Arábia Saudita, se encontram completamente tomados pelos quase três milhões de fiéis que participam desde ontem do hajj, a peregrinação anual a essa cidade santa e que com o ritual de hoje esperam purificar seus pecados.

EFE |

A ida ao Monte Arafat, conhecido também como Al Tauba (Monte do Arrependimento), é a celebração mais importante do hajj à cidade santa de Meca, que termina no próximo dia 10 e que todo muçulmano com saúde e recursos é obrigado a completar pelo menos uma vez na vida.

Os peregrinos, que ontem se reuniram no Vale de Mina, a oito quilômetros de Meca, para rezar e meditar, partiram hoje com o pôr do sol em direção a este monte, onde há 14 séculos o profeta Maomé pronunciou seu último sermão.

O emir de Meca, Khaled al-Faiçal, destacou o sucesso da subida dos peregrinos até o monte. Segundo ele, não houve nenhum incidente de "destaque" no segundo dia da peregrinação, tanto em relação à segurança quanto ao que se refere à circulação dos fiéis, informou hoje a agência de notícias saudita "SPA".

Faiçal, citado pela agência saudita, explicou que a movimentação dos peregrinos, que avançam em hordas de dezenas de milhares de pessoas, transcorre de maneira ordenada e com toda normalidade.

Para os muçulmanos, que cumprem os ritos da peregrinação vestidos com duas peças de tela branca sem costuras conhecida como irham, a jornada de hoje é a mais importante, já que purificam seus pecados, e supõe um símbolo do dia do Juízo Final.

Da mesma forma que fizeram ontem, os fiéis repetem com freqüência em sua peregrinação a invocação "Labaik Allahuma Labaik" ("Aqui estou, Oh senhor, aqui estou").

Estendidos pelos 18 quilômetros quadrados de superfície que ocupam o monte e a planície de Arafat, os fiéis participaram juntos na oração do meio-dia dirigindo suas rezas à Caaba, um edifício em forma de cubo que, para os muçulmanos, marca o centro do mundo.

Coincidindo com o segundo dia do hajj, as autoridades sauditas, como já é tradição, colocaram uma nova tela negra com bordados de fio de ouro recobrindo a Caaba.

Esta tela, conhecida como kisua, tem a função de preservar a santidade deste pequeno edifício, que abriga a "pedra negra", considerada pelos mulçumanos um pedaço do paraíso e que todos os fiéis tocam e beijam com veneração.

Os peregrinos se manterão de pé sobre o morro até o pôr do sol.

Depois, seguirão para a localidade vizinha de Muzdalifah, onde passarão a noite.

Nessa localidade, catarão pedras para jogar amanhã contra as três colunas que se encontram no Vale de Mina e que simbolizam as tentações do diabo.

Em Mina, onde a peregrinação começou ontem com uma jornada de recolhimento e meditação, os fiéis muçulmanos realizarão amanhã o ritual do sacrifício, em que degolarão animais em lembrança ao cordeiro que Abraão sacrificou. EFE ash/ab/rr

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