Peregrinação a Meca começa com jornada de reflexão e recolhimento

Riad, 6 dez (EFE).- A peregrinação anual a Meca (Arábia Saudita), conhecida como hajj, começou hoje com quase três milhões de fiéis de todo o mundo seguindo para Mina.

EFE |

Segundo a agência oficial de notícias saudita "SPA", desde o começo da manhã, grandes grupos de peregrinos se dirigiam ao famoso vale, localizado cerca de dez quilômetros a leste de Meca, para o chamado Dia da Reflexão, ao longo do qual se dedicarão ao recolhimento, à meditação e à oração.

É em Mina onde, segundo o islã, Abraão foi sacrificar seu filho Ismael a mando de Deus, que, ao ver a obediência do pai, ordenou-lhe que sacrificasse um cordeiro no lugar.

A caminho do vale, homens e mulheres de diferentes nacionalidades, todos vestidos de branco, repetiam sem parar: "Aqui estou, Senhor".

Durante o período da peregrinação, os fiéis não podem cortar o cabelo, se barbear, cortar as unhas nem se perfumar. Além disso, os homens ficam proibidos de cobrir a cabeça, e as mulheres, de tapar o rosto.

Ao todo, 100 mil homens fazem a segurança dos peregrinos. Por ser o local que mais peregrinos recebe, em Mina, as autoridades sauditas montaram 60 mil barracas de campanha. Além disso, disponibilizaram hospitais, centros de telecomunicações, estabelecimentos comerciais e ambulâncias.

Os fiéis permanecerão em Mina até a próxima madrugada, quando começarão a subir o Monte Arafat, no ritual mais importante do hajj.

Nesse monte, o profeta Maomé, dois meses antes de sua morte na cidade de Medina, pronunciou seu último sermão, em meio a milhares de seguidores.

Os peregrinos permanecerão no monte até o pôr do sol de amanhã, quando partirão para vizinha Muzdalifah, onde passarão a noite.

Em Muzdalifah, os fiéis recolherão pedras para jogar nas três colunas localizadas em Mina, que simbolizam as tentações do diabo.

Após o apedrejamento, que acontece na segunda-feira, os crentes seguirão para a Caaba, local de adoração em Meca, em torno do qual darão sete voltas para completar o ritual.

A Caaba, um edifício quadrado onde os muçulmanos acreditam ser o centro do mundo, é, para o islã, a primeira construção na Terra.

Dentro do prédio, fica a chamada "pedra negra", considerada um pedaço arrancado do paraíso.

Segundo a tradição islâmica, as bases do local foram construídas por Adão, enquanto o edifício foi erguido por Abraão e seu filho Ismael.

A peregrinação a Meca terminará segunda-feira, com o massacre de cordeiros, vacas, carneiros e camelos, que marca o início da festividade de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício).

Entre os líderes estrangeiros que devem participar da peregrinação estão os presidente egípcio, Hosni Mubarak, do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, segundo a agência "SPA".

A peregrinação é considerada o quinto pilar do islã e todo muçulmano com saúde e recursos é obrigado a completá-la pelo menos uma vez na vida.

Durante o hajj, o fiel também tem que se manter em estado de pureza e se abster de manter relações sexuais. EFE aj/sc

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