Pequim teme que Obama mantenha política agressiva com a China

PEQUIM - Os comentários do novo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, sobre a necessidade de pressionar a China para que aumente o valor de sua moeda elevou os temores no país asiático sobre a postura do Governo Barack Obama nas relações bilaterais.

EFE |

"É o primeiro comentário do Governo sobre as relações econômicas entre China e EUA", disse neste sábado à agência oficial de notícias "Xinhua" Cao Honghui, pesquisador do Instituto de Finanças da Academia Chinesa de Ciências Sociais, ligado ao Executivo.

"Sem dúvida é um sinal de que haverá mais atritos com problemas como comércio e divisa entre ambas as nações", acrescentou.

A China se tornou em 2007 a terceira maior potência econômica, segundo estatísticas chinesas divulgadas em janeiro, atrás de EUA e Japão.

Porém, as relações entre Washington e Pequim, que são parceiros comerciais, vêm sendo marcadas pelas maciças exportações chinesas nos últimos anos, o que os EUA apontam como causa do desemprego em seu país.

O analista diz ainda que, na realidade, "o Governo Obama está preocupado com que a China reduza seus ativos nos bônus do tesouro americano ao mesmo tempo em que mantém um superávit comercial com os EUA".

Os comentários de Geithner geraram certo nervosismo no Governo chinês, que considera as declarações um sintoma de um "protecionismo" e uma crítica sem fundamento a China.

Apesar das frequentes tensões entre Washington e Pequim, o ex-secretário do Tesouro Henry Paulson, bom conhecedor da China, manteve uma política bilateral de distensão e respeito, mas o Governo Obama carece desse tipo de especialista e a nova chanceler, Hillary Clinton, não foi especialmente amistosa ao falar do país asiático.

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