Pequim reitera que só dialoga se Tibete abdicar de independência

Pequim, 13 mar (EFE).- A postura de Pequim sobre o Tibete, consistente e clara, é de que o território é parte inseparável da China e o diálogo com o dalai lama só irá adiante se a defesa da independência for abandonada, disse hoje o primeiro-ministro Wen Jiabao.

EFE |

Wen reiterou que o dalai lama "é um político exilado que dirige um Governo teocrático traidor, que viaja por todo o mundo e é capaz de enganar alguns líderes políticos".

"O Tibete é um assunto completamente da China e não admitimos a intervenção exterior", destacou o premiê perante a imprensa após o encerramento da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo).

Wen aludiu assim à repercussão do apoio dado ao dalai lama nas relações com Pequim e à crise atravessada nos laços com a França, "onde foi recebido ao mais alto nível".

"Nas propostas de paz feitas nos Estados Unidos e na França o dalai lama disse coisas que depois negou, como seu desejo de que as forças armadas chinesas e a população Han saíssem do Tibete. Ele mente", reiterou.

Segundo o chefe de Governo chinês, China e França estabeleceram relações diplomáticas há 45 anos "e, em conjunto, avançam".

"Porém, esperamos que a França compreenda o assunto tibetano e se esforce para recuperar os vínculos. A melhora das relações sino-francesas também melhorará as da China com a União Europeia (UE)", assinalou. EFE pc/rr

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