Redação Central, 8 ago (EFE). - Os Jogos Olímpicos de Pequim foram abertos hoje com uma cerimônia grandiosa no Estádio Nacional da capital chinesa.

Além disso, a viagem de 137 mil quilômetros da tocha olímpica foi encerrada em grande estilo, com o ex-ginasta chinês Li Ning sendo suspenso no ar para acender a pira.

O ponto de partida da cerimônia foi a entrada da bandeira da China. Em seguida, foi aberto um grande pergaminho, sobre o qual cerca de 15 mil atores, estudantes e militares fizeram uma performance que tinha como objetivo contar a história do país.

A apresentação mostrou ao mundo elementos da cultura milenar chinesa e da China moderna. Também foram feitas referências à rota da seda.

Um dos pontos altos deste segmento foi a formação feita por artistas com roupas iluminadas, que simulava a estrutura do Estádio Nacional.

Na seqüência, foi a vez da representação do tai chi chuan, arte marcial de estilo suave praticada em vários países.

Como reza a tradição dos Jogos Olímpicos, a delegação grega foi a primeira a entrar no desfile da cerimônia de abertura do evento em Pequim.

Já a entrada dos brasileiros foi liderada pelo regatista Robert Scheidt, escolhido como porta-bandeira pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O saltador Jadel Gregório era o mais animado, enquanto Maureen Maggi, do atletismo, e o líbero Serginho, do vôlei, aproveitavam para filmar e tirar fotos.

Durante a passagem da delegação, os atletas saudaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava na primeira fila do setor reservado às autoridades.

O grupo, no entanto, não estava completo, já que parte dos 277 atletas do país optou por descansar, visando as competições deste sábado.

Entre os outros governantes no Estádio Nacional, destaque para o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o dos Estados Unidos, George W. Bush, que chegaram a pôr em dúvida suas presenças. Outro que compareceu foi o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, que lamentou que o conflito com a Geórgia "coincida com os Jogos Olímpicos".

No desfile, delegações pequenas como Timor Leste, Guiana, Santa Lúcia e Togo, contrastavam com o grande contingente apresentado por EUA e Rússia.

O tenista suíço Roger Federer foi um dos mais aplaudidos pelos chineses presentes ao Estádio Nacional. O ainda número um do Ranking de Entradas da ATP entrou como porta-bandeira de seu país.

O desfile originalmente contaria com 205 delegações, mas a de Brunei foi excluída pouco antes do evento. Segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), os dois atletas bruneianos não foram inscritos dentro do prazo estipulado, que expirou às 12h desta sexta em Pequim (1h no Brasil).

Após a passagem dos países, foi a vez dos discursos do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog, em inglês), Liu Qi, e do belga Jacques Rogge, que comanda o COI.

O chinês deu as boas-vindas aos atletas e lembrou o esforço do COI e da comunidade internacional no apoio ao país após os terremotos na provícia de Sichuan.

Por sua vez, Rogge também lembrou do "sofrimento do povo da China".

"Com um mundo unido, nós sofremos por vocês pelo grave terremoto em Sichuan", afirmou.

Além disso, o dirigente deixou clara sua preocupação com a questão do doping nos Jogos.

"Atletas, os Jogos foram criados para vocês e são seus.

Lembrem-se que vocês são exemplos para as crianças no mundo.

Façam-nas orgulhosas e rejeitem o doping", completou.

Na seqüência, o presidente chinês, Hu Jintao, declarou abertos os Jogos Olímpicos. Depois, houve o hasteamento da bandeira olímpica, que foi carregada por oito ex-atletas da China.

Já o juramento foi comandado pela atleta chinesa Zhang Yining e pelo árbitro de ginástica Huang Liping.

O revezamento da tocha olímpica foi outro dos pontos altos do evento, com oito ex-atletas do país-sede dos Jogos percorrendo a pista do Estádio Nacional.

Na seqüência, o ex-ginasta Li Ning recebeu a tocha, foi erguido por um cabo e caminhou, suspenso, por alguns minutos, enquanto um painel simulava a abertura de um pergaminho ao seu lado.

O ganhador de três medalhas de ouro nos Jogos de Los Angeles, em 1984, acendeu a pira olímpica através de um longo pavio e deu início a uma grande queima de fogos.

O diretor da organização da cerimônia, Wang Ning, havia prometido "uma festa visual e auditiva maravilhosa" e os quase 12 mil fogos de artifício criaram uma imagem impressionante no encerramento da festa. EFE ev/plc

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