PEQUIM (Reuters) - Pequim, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2008, não adotou nenhuma manobra especial para restringir a concessão de vistos de negócio antes do evento esportivo, afirmaram meios de comunicação oficiais da China na segunda-feira. No entanto, a cidade de Xangai, um dos centros financeiros do país, passou a adotar medidas do tipo.

Grupos empresariais já reclamaram da política de restrição no fornecimento de vistos antes dos Jogos de agosto, que incluiu proibir a concessão de vistos para cidadãos de 33 países que fizessem o pedido em Hong Kong.

A Comissão de Xangai para Relações Econômicas e Comerciais com o Exterior disse ter adiado para a metade de setembro a aprovação de cartas de notificação necessárias no caso dos vistos de negócio. A única exceção seriam os casos de viagem por motivo inadiável. Ficaram impossibilitadas as viagens para pesquisa de mercado, treinamento ou inspeção.

A limitação foi determinada pelo governo central e pretende 'facilitar a realização das Olimpíadas e proteger a estabilidade social da cidade durante os Jogos', afirmou a comissão municipal em um comunicado divulgado por meio de seu site.

Mas Pequim não baixou limitações do tipo, afirmou Zhao Hui, autoridade do Escritório Municipal de Comércio de Pequim, segundo a agência de notícias Xinhua. O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, disse que a capital chinesa havia baixado medidas de controle semelhantes às de Xangai.

'Alguns meios de comunicação informaram que paramos de conceder cartas oficiais de convite, conhecidas como cartas de notificação e necessárias no caso dos vistos de negócio, mas, na verdade, nunca paramos de fazer isso', afirmou Zhao.

'Emitimos cerca de 150 cartas diariamente, neste mês, ou 52 por cento a mais quando comparamos o cenário com o mesmo período no ano passado', acrescentou.

Ainda assim, o governo vem restringindo a concessão de vistos em meio a esforços para garantir a segurança durante os Jogos. Segundo a China, esse tipo de medida costuma ser adotado antes de grandes eventos.

Consultores afirmam que as restrições começam a prejudicar os exportadores, que, em alguns casos, não conseguem concluir negócios porque os inspetores de seus clientes não conseguem entrar no país.

(Por Ben Blanchard)

REUTERS FE

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