Pequim - Os ministros de Assuntos Exteriores de China e Rússia assinaram hoje, em Pequim, um protocolo adicional sobre a fronteira que compartilham, que prevê a devolução, por parte da Rússia, de 300 quilômetros quadrados de território, colocando fim a 40 anos de disputas entre os dois países.

Segundo informou hoje a agência oficial de notícias "Xinhua", o protocolo foi assinado pelo chanceler chinês, Yang Jiechi, e por seu homólogo russo, Serguei Lavrov, que iniciou hoje sua visita oficial de dois dias à China.

Os dois países compartilham uma fronteira de 4.345 quilômetros.

Segundo o protocolo assinado hoje, a Rússia devolverá à China as ilhas de Tarabarov e Bolshói, no rio Amur, fronteira natural entre os dois países, e que se transformaram em território soviético em 1929.

Portanto, a nova fronteira entre Rússia e China fica delimitada na ilha de Bolshói, na bacia superior do rio Argun.

A fronteira entre ambos os países foi motivo de guerras nos tempos dos czares russos e dos imperadores chineses, situação que alcançou seu momento de maior tensão no final da década de 1960, em plena Guerra Fria, quando o Exército soviético atacou o Exército Popular de Libertação chinês.

O forte aumento das trocas comerciais entre ambos os países favoreceu a assinatura, em 2004, de um acordo adicional fronteiriço por ocasião da primeira visita do ex-presidente Vladimir Putin à China.

Relatórios prévios da imprensa russa assinalaram que as duas ilhotas devolvidas hoje à China ficariam divididas em dois territórios cada, um russo e um chinês.

Está previsto ainda que Lavrov se reúna em Pequim com o presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

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