Pequim diz que erro de chinesa gerou onda de violência étnica

Pequim, 9 jul (EFE).- Os piores distúrbios étnicos na China das últimas décadas foram gerados pelo erro de uma jovem da etnia han, que causou um mal-entendido ao se enganar de porta em um dormitório de trabalhadores uigures, informou hoje a agência oficial de notícias local Xinhua.

EFE |

Os violentos confrontos entre as duas etnias começaram em 26 de junho, quando uma jovem de 19 anos, chamada Huang Cuilian e trabalhadora de uma fábrica de brinquedos de Shaoguan (Cantão), entrou por engano no dormitório de jovens uigures que trabalhavam com ela.

"Estava perdida, entrei no dormitório incorreto e gritei quando vi os uigures", assegurou Huang, originária de uma zona rural da província de Cantão.

Aparentemente, um dos uigures tentou brincar com ela e Huang fugiu correndo. "Depois me dei conta de que estavam apenas brincando", admitiu.

Impressionados com o grito, trabalhadores da etnia han foram ao lugar, quando ela já não estava, e enfrentaram os uigures, em uma briga que terminou com dois mortos e mais de 100 feridos.

As autoridades da província de Cantão disseram que as diferenças de cultura e idioma entre os locais e os uigures causam certo "isolamento" dessa comunidade, que conta com 800 trabalhadores na região.

Dias depois do incidente na fábrica, no último dia 5, cerca 300 jovens uigures protestaram no centro de Urumqi, capital da região de Xinjiang - a mais de 3 mil quilômetros de Shaoguan - pela falta de informação sobre o incidente.

Os uigures pediam castigo aos responsáveis pelo linchamento de trabalhadores de sua etnia.

Horas depois do início da manifestação, vários focos de violência na cidade de Urumqi, com ataques a automóveis, ônibus e lojas, deixaram pelo menos 156 mortos e mais de mil feridos, segundo o Governo. EFE abc/rr

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