Pequim, 6 mai (EFE).- O Governo chinês afirmou hoje que o dalai lama terá de demonstrar sinceridade, especialmente em suas ações, para a continuação do diálogo com a China, o primeiro mantido desde as revoltas de 14 de março no Tibete.

"Quero ressaltar que o atual contato é somente um princípio e que o contato do Governo central com o dalai é sincero. Enquanto o entorno do dalai demonstrar sinceridade, especialmente em suas ações, o contato continuará", assinalou hoje o porta-voz de turno da Chancelaria chinesa, Qin Gang.

Ao contrário do Governo tibetano no exílio, o porta-voz não quis responder por que o encontro entre dois emissários do dalai lama e dois funcionários comunistas na cidade chinesa de Shenzhen terminou aparentemente de forma abrupta no domingo, quando estava previsto para durar dois ou três dias.

Ontem, o Governo tibetano exilado em Dharamsala (Índia) negou que o encontro de domingo tenha terminado antes do tempo.

"Não é verdade. As conversas terminaram de acordo com o planejado", assinalou à agência "PTI" o primeiro-ministro da Administração Central Tibetana, Samdhong Rinpoche.

O ministro disse que os enviados do dalai lama expressaram aos funcionários chineses o desejo do líder espiritual de que a paz seja restituída de forma imediata, e qualificou de "infundadas" as acusações das autoridades chinesas que atribuem ao dalai a instigação dos protestos de março. EFE mz/mh

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