Pequim critica encontro entre delegação dos EUA e Dalai Lama

Pequim, 15 set (EFE).- O Governo chinês mostrou hoje sua insatisfação com o encontro ocorrido nesta segunda-feira entre uma delegação formada por membros do Governo dos Estados Unidos com o Dalai Lama em Dharamsala (Índia).

EFE |

Durante uma entrevista coletiva, a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês Jiang Yu explicou que "a posição da China é muito clara. Nos opomos firmemente a reuniões de representantes de países estrangeiros com o Dalai Lama".

O líder espiritual tibetano recebeu a conselheira da Casa Branca Valerie Jarrett e a subsecretária de Estado americana para Democracia e Assuntos Globais, María Otero, segundo um comunicado divulgado pelo escritório do Dalai Lama.

Pequim acusa o líder de promover atividades separatistas e de instigar as revoltas do ano passado em Lhasa, capital do Tibete, que deixaram 19 mortos, segundo dados oficiais chineses.

O Exército chinês ocupou militarmente o Tibete em 1950. Nove anos depois, o Dalai Lama buscou refúgio na Índia após a repressão de uma revolta tibetana na qual milhares de pessoas morreram e dezenas de milhares fugiram da região.

A reunião no exílio indiano coincide com as primeiras tensões entre Pequim e a nova Administração americana, ocorridas por causa da taxação anunciada por Washington sobre a importação de pneus chineses.

O embaixador americano na China, John Huntsman, anunciou há algumas semanas que o presidente dos EUA, Barack Obama, visitará a China em novembro. EFE gmp/bba

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