Pequim confirma que Pyongyang cumpriu declaração do programa nuclear

Pequim, 26 jun (EFE).- A Coréia do Norte cumpriu hoje seu compromisso de oferecer hoje a informação sobre seu programa nuclear, cumprindo, assim, o prazo fixado pelos Estados Unidos para cumprir o acordo alcançado a respeito em 2007, confirmou hoje o Governo chinês.

EFE |

O chefe da delegação da China nas negociações multilaterais sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, Wu Dawei, leu hoje, em Pequim, um comunicado que inclui o compromisso dos EUA de tirar a Coréia do Norte de sua lista de Estados que apóiam o terrorismo e de acabar com as sanções comerciais.

A princípio, o máximo negociador da China não aceitou perguntas da imprensa nem deixou claro se a declaração já tinha sido entregue hoje, quinta-feira, o que fontes sul-coreanas e americanas em Pequim confirmaram posteriormente.

O anúncio americano de acabar com a exclusão internacional de Pyongyang poderia coincidir, segundo fontes dos EUA, com a visita de 29 a 30 de junho a Pequim da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que, no entanto, deixou claro que a informação norte-coreana será verificada.

Washington espera que a declaração norte-coreana entregue hoje à China inclua a informação sobre o plutônio, já que permitiria saber a capacidade norte-coreana para fabricar armas atômicas, o ponto-chave para que os EUA retirem o país de sua "lista negra".

Em qualquer caso, tudo parece indicar que a declaração não se referirá ao eventual arsenal nuclear sob poder de Pyongyang, o que ficaria para uma segunda fase.

Na semana passada, Rice disse que o acordo do estoque nuclear não era perfeito do ponto de vista dos EUA, mas era a melhor oportunidade para conhecer as atividades norte-coreanas neste campo.

Washington afirma que Pyongyang tem um programa secreto de enriquecimento de urânio, suspeita que, em 2002, disparou a atual crise, algo que a Coréia do Norte nega.

A Coréia do Norte tinha se comprometido antes do final de 2007 a apresentar seu estoque nuclear, em um acordo alcançado pelas partes envolvidas na negociação para a desnuclearização da península coreana (as duas Coréias, EUA, Rússia, Japão e China).

Pyongyang realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, sem cumprir um compromisso aceito em 2005 para renunciar a seu programa nuclear, mas, em 2007, se comprometeu a desmantelar todas as instalações nucleares do país e a entregar a declaração de suas instalações.

Em troca, começou a receber ajuda energética e a promessa de uma normalização de suas relações com os EUA e a comunidade internacional.

Além disso, segundo fontes japonesas, um alto funcionário americano assistirá em 27 de junho à destruição na Coréia do Norte da torre de esfriamento de Yongbyon, o principal complexo nuclear norte-coreano, a cerca de 90 quilômetros da capital e que está sendo desmantelado há meses.

Pyongyang convidou os membros dos outros cinco países participantes do diálogo nuclear norte-coreano e suas redes de televisão a assistir à destruição.

Fontes japonesas fixaram para os primeiros dias de julho a retomada do diálogo, cuja segunda fase deveria conseguir que Pyongyang declarasse seu eventual armamento nuclear.

O Japão não aceita que a marginalização nos acordos com a Coréia do Norte o seqüestro pelo regime comunista norte-coreano de vários cidadãos japoneses nos anos 70 e 80. EFE gmp/an

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