Pequim adota rodízio de carros para combater poluição

PEQUIM - Pequim irá proibir metade de seus 3.4 milhões de carros de circularem na cidade durante períodos de muita poluição, afirmou a mídia estatal nesta sexta-feira.

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A cidade irá temporariamente reinstituir medidas usadas durante os Jogos Olímpicos e proibir a veiculação de carros em dias alternados (dependendo do final de sua placa ser par ou ímpar) caso o nível de poluição atinja índices extremos, afirmou o jornal China Daily.

"Para proteger a saúde pública a longo prazo, nós precisamos usar ambos os métodos que melhoram a qualidade do ar e medidas mais rígidas para quando as condições forem extremamente desfavoráveis", disse o vice-diretor da agência de proteção ambiental Du Shaozhong.

Os trabalhos também serão suspensos em construções e indústrias durante períodos de muita poluição, afirmou o jornal.

As restrições só serão impostas caso o índice de poluição atinja 300, um limite muito acima do nível de qualidade do ar normalmente encontrado na cidade.

As restrições aos carros impostas durante os Jogos Olímpicos permitiram que os 17 milhões de moradores de Pequim tivessem um verão de céu azul e os menores índices de poluição em 10 anos.

Desde então, editoriais da mídia local pedem a prorrogação da medida.

No mês passado, autoridades de Pequim anunciaram que iriam adotar algumas restrições no trânsito de veículos por um período teste de seis meses.

No início de outubro, autoridades da cidade tiraram quase um terço dos veículos governamentais das ruas. Na próxima semana, os outros carros oficiais, juntamente com os particulares, terão que ficar fora das ruas um dia por semana num esquema de rodízio de acordo com o número de sua placa. A regra não se aplica nos finais de semana e deve ser mantida até fevereiro.

O nível de poluição de quinta-feira foi 47. Níveis entre 51 e 100 são considerados moderados e qualquer valor acima de 100 é prejudicial à saúde.

Durante a Olimpíada, o nível caiu para 17 depois de registrar quase 100 um dia antes da cerimônia de abertura, de acordo com o governo.

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