Pequim 2008 será Olimpíada mais vista da história, diz COI

A Olimpíada de Pequim está perto de se tornar o evento mais transmitido da história dos Jogos, de acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Mais da metade dos 1,3 bilhão de chineses ligaram a televisão para assistir a pelo menos uma parte da cerimônia de abertura, no dia 8 de agosto.

BBC Brasil |

Com o expressivo número de espectadores, o COI espera aumentar seu orçamento para os próximos Jogos.

A entidade também tem dito que o sucesso comercial é uma resposta às pessoas que criticaram a escolha de Pequim como sede da Olimpíada.

Recorde nos EUA
Segundo o diretor de Televisão e Marketing do COI, Timo Lumme, os órgãos de TV e internet terão produzido três vezes mais conteúdo do que o que foi produzido em Atenas 2004.

"A estatística total de espectadores no mundo pode estar perto dos 1,2 bilhão de pessoas", disse. "O interesse global pelos Jogos Olímpicos está crescendo."
Na China, mais de 1 bilhão de pessoas assistiu a pelo menos uma modalidade esportiva.

Nos Estados Unidos, mais de 40 milhões assistiram à conquista da oitava medalha de ouro do nadador Michael Phelps - a maior audiência televisiva em uma noite de sábado desde 1990. Os números também são expressivos em outros países.

O sucesso vai permitir que o COI aumente seu orçamento no futuro. O COI ganhou US$ 2,6 bilhões, somando o resultado da Olimpíada de Inverno, em Turim 2006, e o evento de Pequim.

Esse número pode chegar a US$ 3,9 bilhões para os Jogos de Inverno de Vancouver, em 2010, e de Verão de Londres, em 2012.

Com a popularidade da Olimpíada em Pequim entre os chineses, a emissora estatal chinesa CCTV também deve aumentar seu investimento no COI.

Lumme acredita que a emissora deve aumentar seu investimento dos atuais US$ 18,5 milhões para US$ 100 milhões.

Críticas
O COI também usa os dados para defender sua decisão de sediar os Jogos de 2008 em Pequim.

Desde que foi anunciada a decisão, em 2001, houve críticas ao histórico de direitos humanos e liberdade de expressão da China.

A porta-voz do COI, Giselle Davies, rebate as críticas.

"A decisão do COI de vir à Pequim era para abrir a porta e engajar. Pode ser um catalisador para o desenvolvimento."

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