Pequena diferença sobre Likud dá ao Kadima vitória em Israel

Jerusalém - O partido centrista Kadima conseguiu uma apertada vitória nas eleições gerais desta terça-feira, em Israel, ao obter 28 das 120 cadeiras do Parlamento, uma a mais que o direitista Likud, após terem sido apurados mais de 99% dos votos, informaram fontes eleitorais.

Redação com EFE |

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    Os votos que completam a apuração correspondem aos de membros do Exército e do corpo diplomático no exterior, que serão checados nas próximas 48 horas. 

    Governo de coalizão

    A líder do partido Kadima e atual ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, pediu nesta terça a seu adversário do Likud, Benjamin Netanyahu, que aceite formar um governo de união nacional sob sua direção.

    "Antes de estas eleições serem convocadas, ofereci-lhe um governo de união nacional sob minha direção para fazer frente aos problemas que Israel tem, e você recusou. Hoje, o povo elegeu o Kadima", disse Livni, ao pedir a Netanyahu que reconsidere sua postura em função dos resultados do pleito desta terça.

    Reviravolta

    Antes líder disparado nas pesquisas de intenção de voto, o ex-premiê Benjamin Netanyahu perdeu espaço para Livni nos últimos levantamentos. O partido de ultradireita do candidato Avigdor Lieberman também cresceu em uma campanha ofuscada pela guerra em Gaza, na qual 1.300 palestinos e 13 israelenses morreram.

    Livni, que defende a solução de dois Estados, coordenou conversas de paz com os palestinos, interrompidas no ano passado mas que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deseja reiniciar. Netanyahu tem posição mais conservadora sobre a concessão de territórios ocupados ao palestinos.

    Formação do governo

    De acordo com a tradição do país, o chefe do Estado de Israel, cargo atualmente ocupado por Shimon Peres, militante do Kadima, encarrega a formação do governo ao líder do partido mais votado nas eleições gerais.

    Para o jornal "Haaretz", um dos mais populares de Israel, no entanto, apesar dos resultados é possível que Livni não consiga as 61 cadeiras necessárias para formar o governo.

    De acordo com o jornal, na confirmação do resultado, o bloco de direita líderado pelo Likud, derrotado nas urnas, será composto por 63 ou 64 assentos, enquanto que a centro esquerda de Livni pode ocupar entre 56 e 57 vagas, ou seja, uma vitória nas urnas não significa ter o controle do governo.

    Participação

    Os colégios eleitorais de Israel fecharam às 22h (18h de Brasília). O pleito transcorreu normalmente, e, segundo as autoridades, a participação dos eleitores foi maior que a prevista. Estima-se que cerca de 60% dos eleitores do país tenham comparecido às urnas, cerca de 2,5% a mais do que nas eleições de 2006.

    Existia a perspectiva de que a participação fosse baixa, devido à falta de esperança, por parte de muitos eleitores, de que as eleições pudessem gerar uma mudança significativa na situação do país.

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