Washington - O Departamento de Defesa americano rejeitou a denúncia do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que afirmou que um avião de guerra dos EUA violou hoje, em duas ocasiões, o espaço aéreo de seu país.

"Pudemos confirmar que nenhum avião militar americano entrou hoje no espaço aéreo da Venezuela", disse uma fonte do Comando Sul dos Estados Unidos.

"Como assunto de política não voamos sobre o espaço aéreo de outro país sem consentimento e coordenação prévios. Operamos com o maior respeito à soberania das nações de nosso hemisfério", acrescentou.

Segundo Chávez, a nave americana, que decolou na ilha caribenha holandesa de Curaçao, violou em duas ocasiões o espaço aéreo de seu país e foi perseguida por dois aviões F-16 da Força Aérea de seu país.

Chávez disse que a aeronave americana permaneceu no espaço aéreo de seu país durante 15 minutos e, apesar ser "pressionada" pelos dois aviões venezuelanos, voltou cerca de uma hora e meia depois e se manteve durante outros 19 minutos.

"Ordenei que dois F-16 saíssem para interceptá-lo, sem cair em provocações", acrescentou Chávez em reunião de seu gabinete de ministros.

O líder destacou que os pilotos dos aviões venezuelanos receberam instruções de informar ao piloto do aparelho americano "que estamos prontos para defender a soberania da Venezuela" "É difícil pensar que é um erro (...); estão lançando uma provocação. São aviões de guerra imperial, não são aviões nem equipes especializadas na luta contra o narcotráfico. Nisto nós agimos de forma muito séria", acrescentou.

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