Pentágono reconhece erros em ataque com mortes de civis no Afeganistão

Washington, 8 jun (EFE).- O Pentágono reconheceu hoje que os militares dos Estados Unidos não usaram as táticas e procedimentos apropriados durante um ataque aéreo contra talibãs no Afeganistão e que causou a morte de civis no mês passado.

EFE |

O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, declarou em entrevista coletiva que no incidente, ocorrido em 4 de maio, o número de combatentes talibãs foi "muito superior" ao de civis mortos durante o ataque americano.

Segundo autoridades locais afegãs, pelo menos 140 civis morreram em uma região do oeste do Afeganistão controlada pelos talibãs quando os soldados americanos no terreno pediram apoio aéreo e a área foi bombardeada.

Os comandantes militares americanos confirmaram o ataque aéreo, mas divergiram quanto ao número de mortes, e em princípio atribuíram algumas delas aos próprios talibãs.

As mortes de civis causaram atrito entre o Governo afegão do presidente Hamid Karzai e Washington.

Morrell disse que o Pentágono encontrou "alguns problemas" na forma como os ataques aéreos foram realizados e assinalou que pelo menos um dos aviões envolvidos parece ter errado seu alvo.

O chefe do Pentágono, Robert Gates, recebeu a informação hoje cedo por meio do general-de-brigada Rich Thomas, o oficial responsável pela investigação, relatou Morrell.

Segundo o porta-voz, "houve alguns problemas com algumas táticas, técnicas e procedimentos (...), na forma como se supunha que o apoio aéreo deveria ser executado, e pelo menos um dos aviões envolvidos, um bombardeiro B-1, errou o alvo".

A expectativa é de que o Comando Central, a região militar do Pentágono que cobre desde o leste da África até o Sul da Ásia, divulgue esta semana os resultados de sua própria investigação sobre a operação. EFE jab/bba

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