Pentágono recomenda a Bush que não reduza mais tropas no Iraque

Washington, 5 set (EFE) - O Pentágono recomendou ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que não retire mais tropas americanas do Iraque no resto do ano, em um relatório apresentado ao chefe de Estado sobre a situação nesse país.

EFE |

O relatório pede a Bush que amplie o período de suspensão de redução de unidades que começou em julho, quando retornou a última das cinco brigadas - cerca de 28 mil soldados - enviadas em 2007 ao Iraque como reforço perante a piora da segurança que se registrava então.

Fontes citadas hoje pelo "The Washington Post" informaram que o plano das autoridades militares prevê que não se retirem mais tropas do Iraque até finais de janeiro ou início de fevereiro, o que significa deixar esta decisão nas mãos do próximo presidente.

No entanto, o Pentágono afirma que nestes momentos, 7.500 do total dos aproximadamente 146 mil soldados americanos que permanecem no Iraque poderiam ser retirados, dependendo das condições no terreno.

A redução coincidiria com novos desdobramentos no Afeganistão, segundo as fontes oficiais citadas pelo jornal.

Os EUA acham necessário aumentar a presença militar no Afeganistão perante a piora da segurança no país.

As fontes descreveram as recomendações entregues a Bush como um compromisso entre aqueles que consideram que o progresso na segurança registrado no Iraque continua sendo muito frágil para contemplar mais reduções de tropas, e aqueles que propuseram seguir com a retirada que começou no primeiro semestre.

O general David Petraeus, até agora principal responsável das forças no Iraque e novo chefe do Comando Conjunto Central, adotou uma posição cautelosa em suas recomendações que apresentou na semana passada ao secretário de Defesa, Robert Gates, e ao chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, diz o jornal.

Petraeus se refere em seu relatório a várias áreas de preocupação, como o adiamento de eleições provinciais, inicialmente previstas para este mês, a disputa pelo status de Kirkuk, no norte do Iraque, conflitos étnicos e sectários e questões sobre o futuro das forças de segurança locais.

Também influencia nestas recomendações a substituição, em 16 de setembro, de Petraeus pelo tenente-general Raymond Odierno à frente do comando das tropas no Iraque.

De acordo com outro funcionário militar próximo ao processo, Petraeus e Odierno também levaram em conta em suas recomendações o aumento da violência no Afeganistão, da mesma forma que a pressão que pesa sobre as forças americanas desdobradas nos dois conflitos.

Gates e Mullen informaram na quarta-feira a Bush via videoconferência sobre suas recomendações, que prevêem que pelo menos uma brigada de combate adicional - 3.500 soldados - seja enviada ao Afeganistão em vez de seu desdobramento no Iraque para substituir a outras unidades ali.

Adicionalmente, quatro mil soldados serão retirados de unidades dispersas.

No Afeganistão, um batalhão da Infantaria da Marinha, que deverá voltar no final de janeiro, será substituído.

Nesta semana, Gates e Mullen comparecerão perante o Comitê de Serviços Armados do Congresso, o que poderia proporcionar mais informação sobre as recomendações que apresentaram a Bush. EFE cae/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG