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Pentágono maquiou progressos na reconstrução iraquiana, segundo relatório

NOVA YORK - O processo de reconstrução do Iraque, no qual os Estados Unidos investiram US$ 100 bilhões, foi um enorme fracasso e o Pentágono chegou inclusive a maquiar os progressos, indica um relatório federal revelado neste domingo pelo The New York Times.

EFE |

As diferenças entre as diferentes agências governamentais, a ignorância de aspectos básicos da sociedade iraquiana e a insegurança do país foram as causas do fracasso, segundo o texto do Escritório do Inspetor Geral Especial para a Reconstrução do Iraque, liderada por Stuart Bowen, e até agora não publicado.

Uma de suas conclusões é que quando os números da reconstrução começaram a ficar estagnados, especialmente na reorganização do Exército e da Polícia iraquianos, o Pentágono inflou os progressos para mascarar o fracasso, afirma em seu site o jornal nova-iorquino, que assegura ter recebido cópias de duas fontes oficiais.

O relatório cita o ex-secretário de Estado Colin Powell, que disse que nos meses posteriores à invasão iraquiana em 2003 o Departamento de Defesa "continuou inventando números das Forças de Segurança iraquianas, um número que pode ter aumentado em 20.000 por semana. Agora temos 80.000, agora temos 100.000, agora temos 120.000".

A asseveração de Powell que o Pentágono engordou os números estava respaldada pelo ex-comandante das tropas no Iraque Ricardo Sánchez e pelo administrador civil do país antes da criação em 2004 do novo Governo iraquiano, Paul Bremer.

Em suas conclusões, o relatório assegura que cinco anos depois do início de seu maior projeto de reconstrução no estrangeiro desde o Plano Marshall na Europa no final da Segunda Guerra Mundial, o Governo dos EUA não tem nem as políticas nem a capacidade técnica e estrutura organizativa necessária para levá-lo a cabo.

Os esforços serviram para reconstruir pouco mais do que se destroçou durante a invasão dos EUA e o posterior saque, acrescenta, ao assegurar que parte do fracasso se deve ao fato de que não houve uma agência governamental que assumisse a responsabilidade desde o início.

O relatório, chamado "Duras lições: a experiência da reconstrução iraquiana", foi elaborado pelo escritório de Stuart Bowen, que visitou freqüentemente o Iraque.

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