Pentágono quer reconciliação com Taliban, sem Al Qaeda

BUDAPESTE (Reuters) - Os Estados Unidos estão preparados para se reconciliar com o Taliban, caso o governo do Afeganistão abra um diálogo para negociar o fim da guerra, disse o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, na quinta-feira. Mas ele ressaltou que Washington não considera quaisquer negociações com a Al Qaeda.

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Gates disse que a reconciliação seria um fim político para a insurgência e a guerra no Afeganistão. Mas essa reconciliação tem de ser nos termos do governo afegão, e o Taliban tem de se sujeitar à soberania do governo.

"Definitivamente -- eu ressalto este definitivamente -- tem de haver uma reconciliação, como um fim político para isto", disse Gates a repórteres depois do primeiro dia de reuniões da Otan sobre a guerra no Afeganistão, em Budapeste.

"Essa é a melhor saída estratégica de tudo isso", disse.

Mas Gates afirmou também que os esforços de reconciliação não podem incluir ninguém que pertença à Al Qaeda, grupo que assumiu a responsabilidade pelos ataques de 11 de setembro de 2001 e se tornou o principal alvo dos esforços antiterrorismo do governo Bush.

"Temos de estar certos de que não vamos falar de nada sobre a Al Qaeda", afirmou Gates, ao enumerar as condições para a reconciliação no Afeganistão.

Perguntado novamente se pensa ser possível um diálogo com o Taliban, sem a Al Qaeda, Gates disse: "sim".

(Reportagem de Kristin Roberts)

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