Pentágono quer estimular ajuda psicológica para militares

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira uma medida para estimular os militares americanos a buscarem ajuda psicológica, em seu retorno da frente de batalha, um tema ainda tabu nas Forças Armadas e percebido como um freio em suas carreiras.

AFP |

De acordo com a nova regulamentação anunciada pelo secretário americano da Defesa, Robert Gates, os soldados não serão obrigados a declarar se receberam ajuda psicológica e se respeitará sua confidencialidade, indispensável para alcançar cargos de responsabilidade.

O Pentágono quer "comunicar essa mudança a todos os homens e mulheres de uniforme, comunicar-lhes os esforços atuais para lutar contra essa estigmatização e lhes estimular a pedir ajuda, quando estiverem em combate, ou em seu retorno", declarou Gates, ao visitar um novo centro em Fort Bliss, no Texas (sul).

Esse centro se dedica, especificamente, ao tratamento de soldados vítimas de estresse pós-traumático no retorno de um conflito.

Segundo pesquisa realizada pela Associação de Psiquiatria Americana com 191 membros das Forças Armadas, 61% dos militares interrogados acreditam que pedir ajuda psicológica para tratar de seus problemas terá um impacto negativo em suas carreiras, e 53% pensam que serão malvistos pelos demais.

"O fato de pedir ajuda é, na realidade, um dos atos de maior valentia", encorajou o chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Michael Mullen, em declarações à imprensa no Pentágono.

"A saúde mental não é diferente da saúde física. De ambas depende a capacidade de reação" dos corpos militares, acrescentou.

jm-dab/tt

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