Pentágono pede que Wikileaks entregue documentos inéditos

Site, que divulgou em julho milhares de documentos confidenciais sobre a guerra do Afeganistão, ainda tem 15 mil sobre o conflito

Reuters |

O Pentágono pediu nesta quinta-feira que o site de denúncias WikiLeaks entregue imediatamente os cerca de 15 mil documentos secretos que a organização ainda não publicou sobre a guerra no Afeganistão e também apague todo material que já foi divulgado.

"Pedindo que façam a coisa certa", disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, ao requerer que o Wikileaks entregue os documentos e apague as informações que estão na Internet. "Esperamos que  honrem nossas demandas", afirmou a jornalistas, acrescentando que os EUA são os únicos donos legítimos do material e que as informações tinham sido roubadas.

Ele pediu ao site, que causou alvoroço quando publicou no mês passado cerca de 92 mil documentos sobre a guerra, que retire-os do ar.

Morrell afirmou também que a publicação das informações secretas, que incluem nomes de informantes afegãos, já havia causado problemas, e a tentativa de retirar permanentemente os documentos da internet é uma forma de tentar atenuar as consequências.

Ele disse que cerca de 80 agentes de inteligência do governo americano estavam apurando os milhares de documentos já divulgados e notificando governos estrangeiros e cidadãos do Afeganistão que podem estar em risco.

Na semana passada, o chefe do Estado-Maior dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que o Wikileaks seria responsabilizado pelas eventuais mortes de militares americanos e afegãos expostos pelos documentos. O vazamento é uma das maiorias brechas na segurança dos EUA em todos os tempos.

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