O Pentágono rejeitou hoje o pedido do governo iraquiano de fixar um calendário de retirada das tropas americanas, reafirmando que a saída de suas forças armadas dependerá das condições no terreno.

"Vou dizer o mesmo que diria para o plano de segurança: tudo depende das condições em campo", destacou o porta-voz do departamento de Defesa americano, Bryan Whitman.

O funcionário reafirmou que os Estados Unidos não têm "a intenção a longo prazo de manter tropas de forma permanente no Iraque", mas destacou que "os calendários tendem a ser artificiais por natureza".

O pedido foi feito pelo premier Nuri Al Maliki, em meio às negociações com Washington sobre um acordo de segurança a longo prazo.

Esta é a primeira vez que o chefe de governo iraquiano pede um calendário de retirada da Força Multinacional, essencialmente americana e sob o comando americano.

Os grupos de oposição xiitas, entre eles o movimiento de Moqtada Sadr, exigem a saída imediata das forças internacionais.

O porta-voz da Casa Branca Scott Stanzel disse que as atuais conversações são sobre as futuras relações entre Estados Unidos e Iraque, "e não sobre uma data de retirada" das tropas.

"É importante entender que estas negociações não giram em torno de uma data limite" para a saída do efetivo americano. "Estamos analisando as condições, e não os calendários, e as duas partes concordam neste ponto".

Segundo Stanzel, "quando se chegar a um acordo" e possível que haja algum entendimento sobre prazos.

Maliki disse hoje aos embaixadores árabes, nos Emirados Árabes Unidos, que está buscando um calendário para a saída das tropas americanas do Iraque, como parte do acordo de segurança a longo prazo.

"A idéia é chegar a um memorando de acordo sobre a retirada das tropas ou estabelecer um calendário para esta retirada", declarou Maliki, citado em um comunicado.

lal/LR

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