Pentágono já tem pronto esquema para informar presidente eleito

Washington, 4 nov (EFE).- O Pentágono disse nesta terça-feira estar pronto para realizar uma sessão informativa com o candidato presidencial que ganhar as eleições desta terça, iniciativa que faz parte de um plano para uma transição suave entre o atual Governo e a próxima administração.

EFE |

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Pentágono, Brian Whitman, disse que o Departamento de Defesa tem tudo pronto para atualizar o vencedor das eleições presidenciais, seja o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain.

"Se alguém vier nos ver amanhã, começaríamos a trabalhar amanhã mesmo", disse Whitman.

A sessão informativa e o processo de transição acontecerão num momento em que os Estados Unidos têm duas frentes de batalha abertas contra o terrorismo internacional, uma no Afeganistão e outra no Iraque.

A última vez em que os EUA estiveram diante de um cenário semelhante foi em 1969, quando a Lyndon B. Johnson entregou a Presidência a Richard Nixon, em plena Guerra do Vietnã.

Segundo Whitman, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, formou um grupo de trabalho para minimizar a possibilidade de interrupções durante a mudança de Governo.

Esse grupo de trabalho tem como missão assegurar a continuidade das operações militares, garantir a transferência de poderes, organizar sessões para instruir os dirigentes interinos e facilitar o repasse de informações.

Os integrantes do grupo também foram incumbidos de dar detalhes sobre as tropas posicionadas ao redor do mundo e de disponibilizar os dados orçamentários que o Pentágono terá que entregar ao Congresso em fevereiro, entre outras responsabilidades "cíclicas".

Whitman disse que o grande objetivo deste período de transição é "identificar e destacar alguns dos fatos, ações e desafios que a nova Administração enfrentará em seus primeiros 90 dias".

O secretário de Defesa também fez uma espécie de resumo detalhado das aproximadamente 250 pessoas que integram a cúpula política do Pentágono, para determinar quem ficará para o período de transição, caso o presidente eleito assim peça.

A idéia, insistiu Whitman, é facilitar a transição política para que, em 20 de janeiro, quando o novo chefe de Estado tomar posse, tudo corra bem e não haja obstáculo algum ao trabalho da nova Administração.

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