Por Andrew Gray e Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente George W. Bush inaugurou na quinta-feira no Pentágono o primeiro grande memorial às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, um ataque deixou quase 3.000 mortos.

'Sete anos atrás a esta hora um malfadado avião mergulhou do céu, rachou a pedra e o aço deste prédio e mudou o nosso mundo para sempre. Os anos que se seguiram viram a justiça ser feita para os homens maus nas batalhas travadas em terras distantes', resumiu Bush.

Ao som de um coral, militares em trajes de gala descerraram os 184 bancos de granito e aço no parque memorial, representando cada uma das vítimas do ataque aéreo da Al Qaeda contra o Pentágono e dispostos segundo suas idades -- um projeto dos arquitetos nova-iorquinos Beckman e Keith Kaseman.

'Desde o 11 de Setembro nossas tropas levaram a luta contra os terroristas para o exterior, para que não tenhamos de enfrentá-los aqui em casa', disse o presidente, numa cerimônia que teve a participação do ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld, que estava no Pentágono no momento do ataque.

'Graças aos bravos homens e mulheres, e a todos os que trabalharam para nos manter seguros, não há outro grande ataque em nosso solo há 2.557 dias', afirmou Bush, sob aplausos.

O vôo 77 da American Airlines, que decolara pouco antes do aeroporto internacional Dulles, em Washington, atingiu a sede do Departamento de Defesa às 9h37 daquele dia, matando 125 pessoas no solo e os 64 ocupantes do avião (entre os quais cinco sequestradores suicidas).

Naquele mesmo dia, dois aviões atingiram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, matando mais de 2.700 pessoas. Um quarto avião caiu num campo da Pensilvânia.

Parentes e amigos dos mortos se reuniram na quinta-feira num parque perto do World Trade Center, segurando retratos de seus entes queridos. Gaiteiros e percussionistas das bandas da polícia e dos bombeiros acompanharam a cerimônia.

Uma rampa com bandeiras do mundo todo leva ao buraco no terreno, onde um poço circular contém dois quadrados que representam as 'pegadas' das torres.

O candidato republicano à Presidência, John McCain, participou de uma cerimônia no local da queda do quarto avião, onde morreram 40 passageiros e tripulantes, além de 4 sequestradores.

Gordon Felt, irmão de uma vítima da Pensilvânia, disse que o 11 de Setembro corre o risco de se apagar da lembrança dos norte-americanos mais jovens. 'Fiquei chocado com a percepção de que para uma nova geração de crianças não afetadas diretamente pela perda de um ente querido, o 11 de Setembro se tornou parte da História', disse ele no memorial que fica sobre um morro próximo ao local da queda.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky em Washington, Daniel Trotta em Nova York e Jason Szep em Shanksville)

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