Pentágono: força não é melhor caminho para enfrentar piratas

O Pentágono considerou nesta quarta-feira que o enfoque militar não constitui a resposta adequada diante do aumento dos atos de pirataria no chamado Chifre da África, e sugeriu que as companhias marítimas tomem mais medidas para proteger seus navios.

AFP |

"Podem ter todas as marinhas do mundo com seus navios na região e ainda assim não resolveremos o problema", disse Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono.

"É preciso ter um enfoque global da comunidade marítima internacional, nas costas, com os governos, com o desenvolvimento econômico", disse Morrell à imprensa.

Segundo cifras da Organização Marítima Internacional, os piratas somalis já atacaram 94 navios no Oceano Índico e no Golfo de Adén, sequestrando 39 destes barcos, destacou o Pentágono.

O porta-voz lembrou que ao menos 18 navios estão retidos atualmente por piratas somalis a espera de pagamento de resgate, o que envolve 330 reféns.

As agressões são cada vez mais numerosas e ocorrem cada vez mais longe da costa.

O ataque mais espetacular aconteceu em 15 de novembro passado, contra um superpetroleiro saudita, a mais de 450 milhas náuticas (800km) a sudeste de Mombasa (Quênia).

Os piratas somalis capturaram este gigante de 330 metros e 300 mil toneladas e exigem um resgate para libertar os 25 membros da tripulação.

jm/LR

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