Pentágono fecha polêmica divisão de contra-inteligência criada por Rumsfeld

Washington, 4 ago (EFE).- O Pentágono fechou o polêmico escritório de Atividades de Campo de Contra-inteligência (CIFA, em inglês), criado pelo ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld para obter informação sobre grupos terroristas nos Estados Unidos.

EFE |

O escritório se tornou um novo departamento da Agência de Defesa e Inteligência (DIA, em inglês), que se ocupará de atividades de espionagem e de contra-inteligência, informou hoje o Pentágono em comunicado.

Mais precisamente, a CIFA se transformou no Centro de Defesa de Contra-Inteligência (CI, em inglês) e de Inteligência Humana (Humint, em inglês), responsável por muitas das atividades tradicionais de supervisionar os serviços de inteligência no exterior.

A medida faz parte do esforço do secretário de Defesa, Robert Gates, de revisar, reformar e, em alguns casos, desmantelar uma estrutura de inteligência criada por seu antecessor.

Rumsfeld autorizou a criação do escritório depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, em Nova York, para resistir às operações dos serviços de inteligência estrangeiros e de grupos terroristas dentro e fora do país.

O escritório foi amplamente criticado por defensores dos direitos civis e legisladores, que acusavam o Departamento de Defesa de pretender expandir sua autoridade à espionagem interna do país, além de reunir informação sobre ativistas contra a guerra e de outros grupos que não supunham nenhum perigo para a segurança.

O escritório, cujo tamanho e orçamento é secreto, gerou uma grande polêmica na sociedade americana em 2005, quando a imprensa publicou que possuía uma base de dados que incluía informação sobre protestos contra a guerra em igrejas e centros educativos. EFE cai/bm/dp

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