Pentágono fecha polêmica agência de contra-inteligência

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono anunciou na segunda-feira a desativação de um polêmico departamento militar acusado por muitos de praticar espionagem doméstica desde os atentados de 11 de setembro de 2001. O Departamento de Defesa anunciou ter descontinuado o departamento de Atividade de Campo de Contra-Inteligência (Cifa, na sigla em inglês), que fora criado em fevereiro de 2002 para impedir eventuais ataques contra instalações militares.

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Entre suas atribuições estavam as de realizar 'avaliações de risco e análises sobre ameaças domésticas' em prol da proteção das forças e da infra-estrutura dos Estados Unidos.

Parlamentares e entidades de direitos civis criticaram essa agência em 2005 por reunir e reter informações sobre manifestantes pacifistas nos EUA, como o grupo Quakers.

Em nota, o Pentágono disse que as responsabilidades da Cifa serão transferidas a um novo centro, sob responsabilidade da Agência de Inteligência da Defesa, que vai coordenar também grande parte das tradicionais atividades de espionagem do Pentágono no exterior.

A Reuters apurou que o secretário de Defesa, Roberto Gates, aprovou a mudança para tranquilizar os parlamentares. Desde assumiu o cargo, Gates, ex-diretor da CIA, promete mais coordenação entre o Pentágono e as agências de inteligência.

Em nota, o general Theodore Nicholas, diretor do novo centro de inteligência, disse que 'a integração sob uma organização vai resultar em maior colaboração em áreas operacionais e de apoio nas quais ambas as disciplinas se sobrepõem'.

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