Pentágono estudará causas de suicídios nas tropas do Exército americano

Washington, 10 ago (EFE).- O Exército dos Estados Unidos vai realizar um estudo de cinco anos, com um custo de US$ 50 milhões, sobre a saúde mental e as causas de suicídio entre suas tropas, informou hoje o jornal The Washington Post.

EFE |

O estudo, que deve abranger 500 mil pessoas, incluindo militares do Exército em serviço ativo ou aposentados e seus familiares, é uma colaboração entre o Exército, o Instituto Nacional de Saúde Mental, a Universidade de Ciências da Saúde dos Serviços Uniformizados e as universidades de Harvard, Columbia e Michigan.

Os pesquisadores vão solicitar informações sobre cada soldado que seja recrutado no Exército nos próximos três anos, assim como de 90 mil que já fazem parte das tropas, segundo o Pentágono.

Embora a taxa de suicídios entre os soldados do Exército dos EUA seja tradicionalmente mais baixa do que a da população civil, os números se equipararam nos últimos dois anos.

Em 2008, houve 143 suicídios confirmados de membros do Exército, o número anual mais alto em três décadas, quando se começou a registrar os casos.

O secretário do Exército americano, Pete Geren, disse que em junho, o último mês do qual há números disponíveis, não se registraram suicídios confirmados entre soldados, mas havia 11 mortes de uniformizados que estavam ainda sob investigação.

Apesar de o número de suicídios nas tropas do Exército ter diminuído desde março, é "cedo demais para estabelecer quais fatores influíram", acrescentou Geren.

Entre os vários fatores assinalados como causa de suicídios estão o transtorno de estresse pós-traumático, problemas familiares e o abuso de álcool, disse Robert Ursano, diretor do Departamento de Psiquiatria na Universidade de Ciências de Saúde, em Bethesda (EUA), designado no mês passado para liderar a equipe interdisciplinar que iniciará as pesquisas em janeiro.

Outro fator que afeta é o destacamento em zonas de guerra como Iraque e Afeganistão desde 2001, acrescentou Ursano.

"É um conjunto muito mais complexo de fatores agregados", disse o especialista. "As missões em outros continentes intensificam o estresse na família, mas não são claramente um fator decisivo".

O Exército, que junto com os Fuzileiros Navais é a organização mais exigida nas duas guerras prolongadas mantidas pelos EUA, pediu este ano que cada um dos seus integrantes fizesse um curso sobre controle de estresse e depressão e prevenção de suicídios.

"Embora o suicídio possa afetar qualquer um, notamos que os soldados do sexo masculino em tarefas que requerem o uso de armas de combate, entre 18 e 27 anos, são os mais vulneráveis", disse a general-de-brigada Colleen McGuire que lidera a Força Tarefa de Prevenção de Suicídio do Exército. EFE jab/fk/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG