Pentágono e Forças Armadas dos EUA defendem mudança de política para gays

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Michael Mullen, defenderão nesta terça-feira perante o Senado a anulação de uma polêmica lei de 1993 que proíbe os soldados gays de falarem publicamente sobre sua orientação sexual, sob pena de serem despedidos.

EFE |

Gates e Mullen participarão de uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado para defender a proposta orçamentária do Pentágono para o ano fiscal de 2011, que começa em outubro.

Entretanto, os senadores também têm agendada uma hora da audiência para que Gates e Mullen expliquem os planos da Administração Obama para a eventual anulação da lei, que proíbe tanto os soldados gays e lésbicas de divulgarem sua homossexualidade como os militares de perguntarem sobre o tema. Trata-se da primeira audiência no Congresso sobre o tema em 17 anos.

Em seu discurso sobre o Estado da União perante as duas câmaras do Congresso na última semana, Obama disse que a eliminação da lei será uma de suas prioridades em 2010.

A anulação da lei, conhecida em inglês como "Don't ask, Don't tell" (DADT) - algo próximo de "Não pergunte, não conte" - precisaria, de toda forma, do sinal verde do Legislativo.

Ativistas dos direitos da comunidade homossexual esperam que, na falta de uma nova política, o chefe do Pentágono pelo menos se comprometa a não tomar represálias, como demissões, contra soldados cujas preferências sexuais sejam divulgadas por terceiros.

Mesmo se o Departamento de Defesa propor um plano concreto, o mais provável é que a anulação da lei dependa de um processo que dure boa parte do ano, segundo observadores.

Segundo informações oficiais, 644 soldados foram expulsos por conta da lei desde que Obama assumiu a Presidência em janeiro de 2009. Desde que a medida entrou em vigor, o total se aproxima de 14 mil membros.

Além do trauma para os punidos, a lei também teve alto custo financeiro, já que a demissão de soldados homossexuais acarreta despesas multimilionárias, segundo os críticos. 

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