Pentágono descarta negociar com o Wikileaks

Departamento de Defesa dos EUA nega que ajudará site a filtrar informações de 15 mil documentos confidenciais sobre guerra afegã

AFP |

O Pentágono afirmou nesta quarta-feira que não pretende negociar com o Wikileaks a criação de uma versão atenuada de um segundo lote de documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão, cuja publicação o site promete para breve . "Não tivemos contato direto com Wikileaks", afirmou o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman. "Não estamos interessados em negociar uma versão atenuada dos documentos", assinalou.

Anteriormente, um dos diretores do site afirmou que o Exército americano estaria disposto a discutir com o Wikileaks uma colaboração para filtrar informações sensíveis dos 15 mil documentos militares confidenciais sobre a guerra no Afeganistão que serão publicados em breve.

"O Exército americano expressou sua intenção de iniciar um diálogo sobre o tema", disse à AFP a islandesa Kristinn Hrafnsson, colaboradora do site. Hrafnsson explicou que a notícia chegou até eles "esta semana".

O Wikileaks havia solicitado - sem êxito até o momento - a ajuda do Pentágono para analisar 15 mil documentos militares confidenciais para retirar informações que poderiam prejudicar "as partes inocentes que enfrentam uma ameaça significativa", segundo indicou o fundador do Wikileaks, Julian Assange, durante uma entrevista coletiva no sábado em Estocolmo.

"O Wikileaks claramente não tem a intenção de colocar qualquer pessoa em risco direto", destacou Hrafnsson.

O site causou furor nas autoridades militares americana - e um escândalo na mídia - depois de enviar aos jornais The New York Times (EUA) e The Guardian (Reino Unido) e à revista alemã Der Spiegel 77 mil documentos confidenciais sobre operações militares no Afeganistão em julho .

Agora, o Wikileaks se dispõe a publicar os últimos 15 mil documentos confidenciais do pacote de 92 mil relatórios , recebidos de fonte não revelada.

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