O Pentágono criará um instituto de US$ 260 milhões, com o apoio de universidades e instituições médicas, destinado a desenvolver métodos de regeneração da pele, músculos e inclusive membros de soldados feridos, informaram as autoridades nesta quinta-feira.

"Este novo instituto desenvolverá técnicas que ajudarão nossos soldados em sua reabilitação", declarou o médico-chefe do Exército americano, general Eric Schoomaker.

"Utilizaremos as próprias células-tronco dos soldados para reparar danos neurológicos, reconstituir tecidos de músculos e tendões, tratar de queimaduras e ajudá-los a curar suas cicatrizes", destacou o general.

Schoomaker informou que o projeto prevê o desenvolvimento de novas técnicas para a reconstituição de membros, mãos, dedos, orelhas, nariz e até da caixa craniana.

O novo instituto de medicina regenerativa coordenará as pesquisas de centros avançados como a Wake Forest University, a Universidade de Pittsburgh, Rutgers University e a Clínica Cleveland.

O Pentágono contribuirá com 85 milhões de dólares durante os próximos anos, as demais instituições aportarão 80 milhões, e o Instituto Nacional de Saúde proverá cerca de 100 milhões de dólares.

"Será o mais importante consórcio de pesquisas financiado pelo governo americano na área da medicina regenerativa", declarou Schoomaker.

"Não é apenas isto, estamos reunindo um 'dream team' com algumas das melhores mentes da engenharia de tecidos e medicina regenerativa".

Na equipe de pesquisadores está o doutor Tony Atala, da Wake Forest University, um pioneiro na área, que conseguiu reconstituir bexigas a partir de células-tronco adultas.

"Todas as partes do corpo (...) têm um depósito natural de células prontas para se reproduzir quando ocorre um ferimento", lembrou o doutor Atala.



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